Quarta-feira, 08 de julho de 2026
Por Redação O Sul | 8 de julho de 2026
Erling Haaland foi o nome da vitória da Noruega por 2 a 1 sobre o Brasil, pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. Autor dos dois gols que eliminaram a Seleção Brasileira do Mundial, o atacante chamou atenção não apenas pela atuação decisiva, mas também pela reação contida depois de balançar as redes.
Enquanto companheiros comemoravam a classificação histórica, Haaland evitou uma celebração mais efusiva. A atitude rapidamente repercutiu entre torcedores nas redes sociais, que passaram a questionar o motivo da postura do camisa 9 diante de um dos maiores resultados da história do futebol norueguês.
Após a partida, o atacante preferiu destacar a dimensão da vitória. Em entrevista à imprensa de seu país, afirmou que ainda tinha dificuldade para acreditar no que havia acontecido.
“Eu mal podia acreditar. Nunca imaginei que isso aconteceria na minha vida. Sempre sonhei em jogar a Copa do Mundo com a Noruega, mas nunca imaginei que venceríamos o Brasil. Para ser sincero, eu achava que algumas coisas eram impossíveis, mas acho que estava enganado”, afirmou.
Haaland também classificou o triunfo como um marco para a Noruega e disse esperar que a campanha inspire as próximas gerações de jogadores.
“Continuamos avançando. Espero que todos os jovens que vejam esta entrevista, quando forem um pouco mais velhos, sintam que jogar pela Noruega é o maior orgulho que poderão ter em toda a vida. É absolutamente incrível”, declarou.
O atacante ainda voltou a comentar sua eficiência diante do gol e afirmou enxergar como um “dom de Deus” a capacidade de transformar poucas oportunidades em gols.
“Se tenho uma ou duas oportunidades, normalmente elas terminam em gol. Não sei como faço isso, mas é assim. Tudo consiste em manter a concentração. Digo a mim mesmo que a chance vai chegar. Acho que estou começando a perceber que é um dom de Deus que a bola entre perfeitamente, rente à trave. É uma loucura”, afirmou.
Com os dois gols, Haaland chegou a sete na Copa do Mundo e está entre os artilheiros da competição. O feito também o colocou em um grupo seleto: tornou-se apenas o oitavo jogador a marcar dois ou mais gols contra o Brasil em uma partida de mata-mata de Mundiais, algo que não acontecia desde a semifinal de 2014, na derrota por 7 a 1 para a Alemanha.
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