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Colunistas Por que o custo dos hospitais e médicos preocupa tanto a todos nos Estados Unidos?

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Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

Foram várias tentativas para implantar o sistema de saúde pública nos Estados Unidos, mais de 100 anos, vários presidentes de ambos partidos e até hoje não há o verdadeiro sistema de saúde pública. Aquilo que chegou mais perto, depois de muito esforço, foi o conhecido “Obamacare”, promessa de campanha do presidente Barak Obama em 2010, que depois de muita negociação e demora foi aprovado e vem sofrendo mudanças durante os anos. Apesar de não ser como o sistema de saúde público brasileiro (SUS)- Sistema único de Saúde, foi implantada outra modalidade de atendimento.

Anteriormente existia apenas o Medicare, que atende a norte americanos com mais de 65 anos, desde que tenham contribuído com impostos enquanto trabalhavam e o Medicaid, voltado para pessoas com poucos rendimentos e condição de vulnerabilidade custeado pela previdência social.

Os custos médicos/hospitalares são extremamente elevados nos Estados Unidos, uma operação de apêndice pode custar até US$ 40.000 (quarenta mil dólares), dois ou três dias de internação em hospital com exames pode superar US$ 50.000 (cinquenta mil dólares), simples corte no joelho ou nas mãos que se resolve com pontos, pode sair mais de US$ 7.000 (sete mil dólares). Logicamente que estes preços sofrem variações conforme a cidade, Estado ou tipo de hospital. Em suma: Os valores são muito maiores que os cobrados no Brasil e outro países. O estadunidense médio, que ganha aproximadamente US$ 60.000 (sessenta mil dólares) por ano, ou seja US$ 5.000 (cinco mil dólares) por mês, não tem como arcar com esta despesa. A alternativa criada por Obama obrigou a todos terem plano de saúde, independentemente da condição financeira ou social. Em 2.019, durante a primeira administração de Donald Trump, as penalidades para quem não tinha o plano de saúde foram retiradas e, consequentemente a obrigatoriedade desapareceu. Para quem tem o plano de saúde os custos raramente atingem 10% destes montantes. A grande diferença é que apesar de todos terem atendimento na rede hospitalar privada, o valor da mensalidade depende de quanto a pessoa ganha. Os mais ricos pagam parcelas maiores e, os mais desfavorecidos financeiramente pagam valores muito baixos e até irrisórios. Há casos de pagamentos mensais de US$ 5 (cinco dólares). Para aqueles que tem rendimento anual de até US$ 35.000 (trinta e cinco mil dólares) o valor mensal do plano de saúde não supera os US$ 100 (cem dólares). Aqueles que ganham mais de US$ 150.000 (cento e cinquenta mil dólares) por ano contribuem com aproximadamente US$ 1.000 (mil dólares) mensais.

Cumpre salientar que estes valores são estimados, variando conforme a idade, histórico hospitalar, cidade, hospitais, tipo de cobertura, participação, franquia etc. Quanto mais cara é a mensalidade, menos o usuário vai pagar no atendimento. Imigrantes indocumentados vem sofrendo muitas restrições para aderirem aos planos, já que quem paga a diferença de valores para o hospital é o governo federal, ou seja, impostos dos contribuintes norte americanos. Este sistema tem sofrido duras críticas por parte de políticos e usuários, novas regras e procedimentos são implantados para tentar minimizar os problemas. A realidade é que muitas vezes o estadunidense de classe média evita a ida ao médico ou hospital por não ter como arcar com os custos da coparticipação (parte que o seguro não cobre).

É comum o trabalhador preocupar-se mais se a empresa oferece plano médico e odontológico que com o salário. Há várias pessoas que aceitam trabalho por meio período com salários baixos apenas para ter acesso ao plano de saúde. O presidente Donald Trump tenta modificar o “Obamacare” desde 2.018, alegando que muitas pessoas deixam de ir a consultas e tratamentos por não ter condição financeira de arcar com sua participação. Ele quer mais flexibilidade por parte das seguradoras, todavia esta é uma discussão que promete se arrastar por vários anos como foi o “Obamacare”. Ficou famoso aquele caso do brasileiro que fazia trilha pela Califórnia e foi picado por uma cascavel, resultando em conta hospitalar de US$ 150.000 (cento e cinquenta mil dólares). Aqui vai um conselho: Indo aos Estados Unidos a passeio, negócios ou para morar não deixe de contratar previamente o devido seguro ou plano hospitalar para estas despesas.

* Dennis Munhoz é jornalista e advogado, foi presidente da TV Record e superintendente da Rede TV, atualmente atua como correspondente internacional, vice-presidente da Associação Paulista de Imprensa, apresentador e jornalista da Rede Mundial e Rede Pampa nos Estados Unidos

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
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1 Comentário
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Eloa Guten não falei isso antes, porque não q
15 de setembro de 2026 09:19

Por falar em SUS, sofri um acidente doméstico, e fui no Cristo Redentor, fica três quadras da minha casa e nenhum médico examinou meu braço direito, e medispensaram falaram q não tinha nada! Fui no pronto-socorro também falaram a mesma coisa e a dor insuportável. Os dois fizeram raio X Fui em um hospital particular fizeram uma tomografia e meu braço tinha uma fratura, tenho os exames , faz três semanas e ainda não consigo usar o braço normalmente. Dói muito! Cadê o tal SUS, ou os médicos podres, sem conhecimento???

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