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Porto Alegre Porto Alegre tem alta superior a 2% no preço médio da cesta básica em junho

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Levantamento é realizado ensalmente pela Conab em parceria com o Dieese. (Foto: GAI Media)

O preço médio pago em junho pela cesta básica de alimentos apresentou queda em dez capitais brasileiras e aumentou em outras 17 cidades, incluindo Porto Alegre, onde a alta foi de 2,18%. A informação consta em pesquisa mensal divulgada nessa quarta-feira (8) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

A capital gaúcha apresentou a quarta maior alta, atrás em Boa Vista (RR), com 3,28%, Palmas (TO), com 3,01%, e Rio Branco (AC), com 2,2%). Já as quedas ocorreram exclusivamente nas metrópols da Região Nordeste do País.

Em valor absoluto, São Paulo lidera o ranking do período (R$ 965,47), seguida por Cuiabá (R$ 937,93), Rio de Janeiro (R$ 920,94) e Florianópolis (R$ 918,42). Nas cidades do Norte e do Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 630,40), São Luís (R$ 654,73), Maceió (R$ 671,41) e Natal (R$ 686,07).

Produtos de destaque

Dentre os alimentos analisados, o preço do café em pó caiu em 25 cidades pesquisadas, com variações entre -4,82%, em Goiânia e -0,39%, em Campo Grande. As altas ocorreram em Macapá (5,37%) e Natal (0,05%).

As cotações praticadas na venda de açúcar também ficaram mais baixas em 25 capitais, com destaque para Rio de Janeiro (-7,16%), Porto Alegre (-4,93%) e João Pessoa (-4,27%). O avanço da colheita tanto do café quanto da cana elevou a oferta dos produtos, influenciando na redução dos preços no varejo.

O levantamento também identificou queda no preço do óleo de soja em 24 cidades analisadas. A maior oferta do produto e a demanda por biocombustível abaixo do que se esperava reduziram o preço do óleo de soja no varejo.

No caso do tomate, a queda de preços foi registrada em 14 capitais, enquanto houve aumento em 13 cidades. Se por um lado, a maturação mais lenta do fruto devido ao frio reduziu a oferta, por outro, a menor demanda pelo produto explica o comportamento de preços diverso registrado entre as capitais do País.

Já os preços praticados para o quilo da batata registraram alta em seis das cidades pesquisadas. Nas outras cinco capitais em que o alimento integra a cesta básica houve queda nos valores praticados no mercado. O comportamento de preços do tubérculo no mercado foi influenciado pela colheita: à medida que esta colheita avançava, abastecendo o mercado ao longo do mês, os preços do tubérculo foram diminuindo em algumas capitais.

O arroz também não apresentou comportamento uniforme nas cotações no varejo quando comparado com os valores de maio. A maior oferta, com o fim da colheita, explicou a queda do preço do grão. Em contrapartida, as exportações cresceram, estimuladas pelo câmbio e maior demanda externa.

No caso do leite integral e da carne bovina houve aumento dos preços na maioria das capitais analisadas. No caso da bebida, a alta foi registrada em 16 capitais. Em outras 10 cidades houve queda nos preços e estabilidade em São Paulo. Para a carne bovina de primeira, a elevação foi verificada em 19 cidades, contra queda em 8 capitais.

Já o preço médio do quilo do feijão aumentou em todas as capitais do Brasil, entre maio e junho de 2026. A alta variou entre 2,1% em Belo Horizonte e 18,92% em Manaus. A valorização do produto tem sido sustentada pela redução da área cultivada e pelas adversidades climáticas que afetaram a primeira e a segunda safras.

(Marcello Campos)

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