Quinta-feira, 11 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 27 de maio de 2016
Assessores do presidente interino Michel Temer relatam um clima de apreensão depois que receberam a informação de que o Ministério Público pode ter mais gravações feitas pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, reforçando suspeitas de que a cúpula do PMDB estaria tentando brecar a Operação Lava-Jato.
Como “vacina”, auxiliares de Temer defendem que ele se blinde de potenciais dores de cabeça e afaste ministros citados na Lava-Jato ou que respondam a acusações judiciais, como Henrique Eduardo Alves (Turismo) e Maurício Quintella (Transportes). Alves tem dois pedidos de inquérito, ainda sem aval da Justiça, por suposto envolvimento no esquema ligado à Petrobras. Quintella é suspeito de participação em desvios de verba destinados ao pagamento de merenda escolar em Alagoas. Ambos negam as acusações.
As gravações divulgadas até agora seriam apenas parte do material entregue por Machado à PGR (Procuradoria-Geral da República), com quem ele fechou uma delação premiada, homologada pelo STF (Supremo Tribunal Federal). O que preocupa o governo interino é o “fator do imponderável” sobre novas denúncias e a possibilidade de novos áudios causarem debandadas na base aliada às vésperas de votações de medidas econômicas no Congresso. (Folhapress)
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