Segunda-feira, 25 de Maio de 2020

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Porto Alegre Possível fechamento do setor Materno-Infantil do Hospital São Lucas da PUC gera protestos

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Médicos e estudantes de Medicina protestaram pela manutenção do setor materno-infantil do Hospital São Lucas.

Foto: Divulgação/Simers
Médicos e estudantes de Medicina protestaram pela manutenção do setor materno-infantil do Hospital São Lucas. (Foto: Divulgação/Simers)

Mais de 200 estudantes concentraram-se nesta sexta-feira (6) em frente à reitoria da PUCRS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul) em Porto Alegre para protestar contra o possível fechamento da unidade materno-infantil do HSL (Hospital São Lucas) da PUCRS, segundo o Simers (Sindicato Médico). O diretor do sindicato, Marcos Rovinski, compareceu ao ato e participou da reunião com a reitoria da Universidade.

Ao final do encontro, Rovinski disse que ficou preocupado com a postura da direção da instituição, que mantém a disposição de encerrar as atividades da unidade dentro de 60 dias. Para o diretor, “ficou claro que não existe um planejamento adequado” em relação aos locais de atendimento que substituiriam as funções do materno-infantil da PUC. As especulações giram em torno do Hospital Presidente Vargas, diz o sindicato.

O diretor do Simers disse que existe uma larga distância entre os discursos da administração e a graduação da Faculdade de Medicina da PUCRS, já que o argumento para o fechamento da unidade é supostamente financeiro e não o de problemas com o atendimento. O HSL, realiza aproximadamente, 200 partos ao mês, conforme o sindicato.

Denúncia

O Simers relata que, na quinta-feira (5), o presidente do sindicato, Marcelo Matias, esteve no HSL, depois de receber a denúncia de que a instituição estudava a possibilidade de fechar o Centro Materno-Infantil da instituição.

Ao chegar no local, Matias teria sido impedido de falar com a direção do hospital. O fato teria gerado revolta por parte dos estudantes e médicos que aguardavam esclarecimentos sobre a notícia. A partir disso, foi disponibilizada uma sala para que o dirigente do Simers e profissionais da saúde pudessem debater o tema.

A partir desta manifestação teria acontecido uma conversa informal do presidente do Simers com a direção do hospital. Mas, de acordo com Matias, as informações disponibilizadas “não condizem com a essência do atendimento SUS”. O sindicato levou o caso ao Ministério Público ainda na quinta-feira.

O que diz o Hospital São Lucas

A assessoria do Hospital São Lucas não confirma nem desmente a possibilidade de fechamento do setor materno-infantil. Segundo a assessoria, as reuniões para as tomadas de decisão ainda seguem.

Diz a nota:

“A PUCRS e o Hospital São Lucas estão cientes da repercussão entre os alunos e a comunidade em relação aos serviços do hospital. Neste momento, a prioridade é para escuta e diálogo com diversos públicos envolvidos. Os estudos estão sendo concluídos e tão logo seja possível, serão apresentados.”

O que diz a Secretaria Municipal de Saúde

Em contato com a SMS (Secretaria Municipal de Saúde), a assessoria de comunicação informou que a pasta mantém contato permanente com o HSL e com outros hospitais e que, até o momento, não há nenhuma informação sobre o fechamento no fluxo de informações que a secretaria acompanha. Ainda segundo a assessoria, não há atrasos em repasses ao hospital.

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