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Colunistas PP retira indicações para o GHC

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Ministro da Saúde Ricardo Barros (Foto: Divulgação)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

A minoria venceu no caso das indicações do PP para a Superintendência do GHC (Grupo Hospitalar Conceição). Levada à bancada federal do PP, a indicação de Adriana Denise Acker, indicada isoladamente pelo deputado federal Renato Molling, recebeu o seu voto, voto contra quatro votos (deputados José Otávio Germano, Jerônimo Goergen, Luiz Carlos Hamm e Covatti Filho) que apoiaram a indicação de Mauro Sparta.

O ministro Ricardo Barros, da Saúde, segundo se informa, acatou o nome proposto pelo deputado Renato Molling e deverá fazer o anúncio e dar posse à nova direção do GHC nesta sexta-feira. Ontem, o deputado federal José Otávio Germano revelou que diante dos desdobramentos do caso, a bancada federal do PP não se responsabiliza por qualquer indicação.

Ainda assim, salomonicamente, o ministro da Saúde poderá anunciar o nome de Mauro Sparta, apoiado pela maioria da bancada federal, para o cargo de diretor técnico do Grupo. O PMDB, consensualmente, indicou para o cargo de Diretor Administrativo e Financeiro, Jorge Ibanez.

Novo presidente da Famurs

Prefeito de Arroio do Sal, Luciano Pinto tomou posse ontem na presidência da Famurs, a Federação das Associações de Municípios do RS. Destacou como prioridades a cobrança de agilidade na reforma do Pacto Federativo, busca de mais respeito aos gestores municipais, manutenção do Programa Mais Médicos e a união entre as instituições para sair da crise. No início do discurso de posse, Luciano lembrou das imensas responsabilidades enfrentadas por quem é eleito para administrar uma cidade. Mencionou a chamada judicialização da saúde e da educação, que desorganiza as finanças dos municípios, e disse que “hoje, no universo da gestão pública, não existe missão mais árdua do que ser prefeito”.

Cunha repete Renan em 2007

A renúncia do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) à presidência da Câmara dos Deputados repete uma cena ocorrida em dezembro de 2007, quando o atual senador Renan Calheiros (PMDB-AL), envolvido em denúncias por receber propina para pagar a pensão de uma namorada, renunciou à presidência do Senado, para criar uma cortina de fumaça, o que acabou funcionando: Com isso, preservou o mandato de senador. Agora, Eduardo Cunha tenta repetir o feito. Renuncia à presidência da Câmara para tentar manter-se como deputado federal, evitando a iminente cassação.

Drama dos prefeitos

Em uma conversa informal ontem com ex-governadores, o prefeito de Caxias do Sul, Alceu Barbosa (PDT), desabafou, lamentando a judicialização que hoje perturba os cronogramas financeiros das prefeituras. “No meu caso, mensalmente tenho de dispor, em média, de R$ 2 milhões para cumprir decisões judiciais para custear a matrícula de crianças em creches e escolas particulares. Com esse valor eu poderia construir uma escola por mês.”

O prefeito resolveu averiguar a situação econômica de alguns dos autores desta ação e ficou surpreso ao perceber que, em alguns casos, são famílias com casa própria, automóvel e um bom padrão de vida. Ele desistiu de concorrer à reeleição, mesmo diante do favoritismo apontado por pesquisas realizadas em Caxias do Sul.

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
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