Sábado, 01 de agosto de 2026
Por Cláudio Humberto | 30 de novembro de 2022
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
O presidente eleito Lula busca reaproximação com o deputado Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara, porque tem experiência e até um histórico que recomendam não perder tempo com brigas inglórias. Até porque o PT e aliados, não têm votos para derrotar a candidatura de Lira à reeleição na Câmara, no início de fevereiro. A aliança ainda põe o Centrão com um pé na base governista. Lula não esquece: governos do PT se deram muito mal quando tentaram impor um presidente da Casa.
Deu errado
Presidente, Lula tentou impor o detestável Luiz Eduardo Greenhalgh (SP) e acabou favorecendo a eleição de Severino Cavalcante (P-PE).
Deu pior
Dilma escolheu Arlindo Chinaglia (SP), antipático como Greenhalgh, e acabou fortalecendo a eleição de Eduardo Cunha (MDB-RJ)
Deu impeachment
Se Lula comeu o pão que o diabo amassou com Severino, Dilma viu seu governo paralisado por Cunha, que ainda viabilizou o seu impeachment.
Sem cargos
Lira não exigiu cargos de Lula, assim como não impôs isso a Bolsonaro. Mas, como aliado, certamente não terá dificuldades, caso os reivindique.
Empresas gastam R$181 bi para pagar impostos
Empresas brasileiras gastam R$181 bilhões por ano para atenderem o complexo sistema tributário. São mais de 4.600 normas no total. Desde a promulgação da Constituição, em 1988, foram criadas 390 mil normas tributárias, média de 37 novas ao dia. O tema foi discutido em almoço da Frente Parlamentar do Empreendedorismo, que acabou com o triste aviso do deputado José Neto (PT-BA), no evento, de que o novo governo promete ainda mais regras e não a desburocratização dessa área.
Estrutura mofada
José Neto foi o principal autor da nota publicada após o almoço, que prometeu ressuscitar o Ministério da Indústria e Comércio.
Tarados por normas
A cada reunião trimestral do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), são criadas, em média, 100 novas normas tributárias.
Cavaleiros da desdita
O Confaz reúne os secretários estaduais de Fazenda e dita regulação, isenções e incentivos tributários estaduais, principalmente o ICMS.
Cargo não empolga
O ex-presidente do TCU José Múcio Monteiro foi sondado para assumir o Ministério da Defesa, mas ele não se empolgou muito com a ideia. É que, agora na iniciativa privada, Múcio teria enorme prejuízo. E até trabalharia de graça, porque sua aposentadoria já está no teto do serviço público.
Repeteco à vista
Somando quase 70 pessoas com passagens na polícia, a equipe de transição, espécie de prévia do futuro governo, sinaliza um futuro sombrio para os lulistas com repeteco de Mensalão, Petrolão etc.
Mais um enrolado
Tem causado espanto na Transição a ousada do enroladíssimo senador Eduardo Braga de virar ministro de Minas e Energia. Logo ele, que na campanha derrotada no Amazonas foi alvo de graves denúncias.
Impacto bilionário
O aumento de 50% aprovado pela Assembleia Legislativa de São Paulo para o funcionalismo público estadual (começando pelo governador) vai custar R$1,7 bilhão aos pagadores de impostos.
Censura exposta
O deputado federal reeleito Osmar Terra (MDB-RS) comemorou a promessa de Elon Musk de abrir os arquivos do Twitter sobre a supressão da liberdade de expressão: “o público merece saber”.
O escolhido de Lula
Ao desembarcar em Brasília na companhia de Fernando Haddad, Lula demonstrou que se o campeão em derrotas eleitorais deve virar mesmo ministro da Fazenda. Ou ocupará cargo muito importante no governo.
Muito e pouco
Esta semana o planeta chega a 13 bilhões de doses de vacinas aplicadas desde o início da campanha de imunização contra a covid. Mas quase um terço da população mundial não recebeu uma vacina.
Coisa do passado?
Nesta segunda e terça-feira (29), assuntos ligados à Copa do Mundo e ao futebol dominaram as buscas na internet, no Brasil, segundo dados do Google Trends. Política e eleições não figuram nem no Top 20.
Pensando bem…
…quem tem pressa come diploma frio.
PODER SEM PUDOR
Diálogo de surdos
O editor Paulo Rocco, presidente do Sindicato Nacional dos Editores e Livreiros, encontrou em 2003, no Rio, o poeta Wally Salomão, espécie de hippie simpático que parecia ter chegado, a pé, do festival de Woodstock, para assumir a Secretaria do Livro e da Leitura, do Ministério da Cultura. Os dois conversaram animadamente durante mais de uma hora, mas, ao final, entre desolado e divertido, Rocco desabafou com um amigo: “Não entendi nada do que ele falou, assim como estou certo de que ele não entendeu nada do que eu disse.”
Com André Brito e Tiago Vasconcelos
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
Voltar Todas de Cláudio Humberto
Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!
hahahahahaquanta asneira asno…
Pode colocar o Haddad em qualquer cargo importante, quem sabe ele se afogue na própria incompetência cometendo suicídio político.
Numa visão bastante simples do que está se formando, os políticos estão retornando ao seu habitat de poder, coisa que tinha sido interrompida pelo Jair; isto com a chancela de +- 38.000.000 de isentões, que votaram “Ele não e volta Ladrão”. Lamentavelmente quem perde é o Brasil.
O mercado financeiro já deu o seu recado para o poste: Bolsa desaba e Dólar dispara.
Ué? Não foi o Bolsonaro que elegeu o Lira? Tchau.