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Mundo Preço do petróleo no mundo despenca mais de 6% e é negociado abaixo de 100 dólares; entenda os motivos da queda

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Os contratos futuros do Brent avançaram US$ 2,27 para fechar a US$ 107,59 o barril. (Foto: Reprodução)

As cotações do barril petróleo voltaram a cair nessa terça-feira (15). O preço do barril fechou negociado abaixo de US$ 100, diante do aumento de casos de covid na China e o isolamento de milhões de pessoas no país, o que pode indicar uma desaceleração da economia local e efeitos na recuperação mundial, já afetada pela guerra na Ucrânia.

Investidores estão preocupados que o novo surto da doença, que levou o país a decretar lockdown em Shenzen, o maior pólo industrial da China.

No Brasil, a Bolsa fechou em queda, puxada pela queda nas cotações de commodities, e o dólar subiu.

O CSI 300, índice que reúne ações nas Bolsas de Xangai e Shenzhen, caiu 4,57% e Hong KongCSI desabou 5,87%. Apenas Tóquio fechou no azul, com alta de 0,15%.

As Bolsas na Europa abriram em forte baixa, mas o movimento foi relativamente revertido após o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmar que a Ucrânia não se tornará um pais-membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), uma das principais exigências de Moscou.

No fim do pregão, os índices permaneceram no campo negativo. A Bolsa de Londres recuou 0,25% e a de Frankfurt, 0,09%. Em Paris, ocorreu queda de 0,23%.

As bolsas americanas fecharam com altas. O índice Dow Jones subiu 1,82% e o S&P 2,14%. A Bolsa Nasdaq avançou 2,92%.

Petróleo

Além dos efeitos da covid sobre a segunda maior economia do mundo, a provável alta de juros nos EUA, que deve ser anunciada nesta quarta-feira (16), também leva economistas a vislumbrar um freio no crescimento global.

Com isso, os preços do petróleo tiveram mais um dia de forte queda.

O preço para o contrato de maio do petróleo tipo Brent caiu 6,5%, cotado a US$ 99,91, o barril.

Já o contrato para abril do petróleo tipo WTI cedeu 6,4%, negociado a US$ 96,44, o barril;

Ambos os contratos fecharam abaixo de US$ 100 por barril pela primeira vez desde o final de fevereiro.

“Neste momento, todos estão analisando os casos (de covid) chineses e percebendo que isso deve afetar a produção”, diz Hong Hao, chefe de pesquisa da Bocom International.

Com 17 milhões de habitantes, Shenzen é um importante polo industrial, que abriga fábricas de fornecedores de peças e chips para empresas como Apple e Toyota. A província onde fica a metrópole é Guandong, que responde por 11% do PIB chinês.

Além disso, Shenzen é um importante ponto de partida de contêineres. Cerca de 20% da carga vinda por contêineres nos portos mais movimentados dos EUA vêm da cidade chinesa.

“O crescimento da China no primeiro trimestre pode estar mais próximo de zero do que 5,5%. Há um efeito cascata. E há a Ucrânia, o risco de sanções dos EUA à China e o aumento dos casos chineses de covid. Não parece bom”, completa Hong Hao.

Os casos de covid ofuscaram a divulgação de dados positivos sobre a economia chinesa. A produção industrial em janeiro e fevereiro subiu 7,5% em comparação aos primeiros dois meses do ano anterior. As vendas do varejo subiram 6,7% no mesmo período.

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