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Porto Alegre Chega ao fim o uso obrigatório de máscaras ao ar livre em Porto Alegre

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Porto Alegre tem 85% da população vacinável com a imunização completa contra a covid.

Foto: Alex Rocha/PMPA
Porto Alegre tem 85% da população vacinável com a imunização completa contra a covid. (Foto: Alex Rocha/PMPA)

O uso de máscaras em ambientes abertos, públicos e privados, não será mais obrigatório em Porto Alegre. Após encontro nesta sexta-feira (11), reunindo secretários e técnicos do município, o prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, anunciou o fim do uso obrigatório de máscaras em ambientes ao ar livre na capital. O decreto municipal 21.413 foi publicado nesta sexta-feira no Diário Oficial de Porto Alegre (Dopa) com os detalhes sobre a decisão.

De acordo com o documento, a partir desta sexta, fica dispensado o uso de máscara de proteção individual:

– para circulação nos espaços abertos das instituições de ensino;

– para circulação em espaços abertos, públicos e privados, em vias públicas e demais locais abertos de uso coletivo.

As máscaras seguem obrigatórias em locais fechados. Uma nova reunião será realizada na próxima sexta-feira (18), para avaliar o cenário epidemiológico e discutir novas flexibilizações.

População imunizada – Porto Alegre tem 85% da população vacinável – maiores de 5 anos – com esquema vacinal completo, além de apresentar queda nos índices de contaminação e internação hospitalar. A medida também considerou a opinião de especialistas ouvidos na quinta-feira, 10, em um debate técnico promovido pela prefeitura.

Segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), houve redução de casos confirmados pela sexta semana epidemiológica consecutiva, com níveis equivalentes a abril de 2021 e setembro de 2020. A região 10, composta por Porto Alegre, Cachoeirinha, Alvorada, Gravataí, Viamão e Glorinha, apresenta a menor taxa de contaminação acumulada em sete dias, com 160 casos. A média do Estado é de 300.

Debate técnico

A prefeitura de Porto Alegre promoveu, na tarde desta quinta-feira (10), um debate técnico sobre a obrigatoriedade do uso de máscaras nos espaços ao ar livre.  A videoconferência foi aberta pelo prefeito, que cumpria agenda em Brasília (DF), e contou com a participação do vice-prefeito Ricardo Gomes e dos secretários extraordinário para Enfrentamento da Covid-19, Cesar Sulzbach, e da Saúde, Mauro Sparta. Eles ouviram especialistas convidados de universidades e técnicos da Secretaria Municipal de Saúde.

“Em momentos cruciais, a Capital atuou de forma prudente e cancelou eventos de grandes aglomerações, como Réveillon, o que não se viu no litoral ou em outras regiões, em nível estadual”, ressaltou o prefeito

Segundo Melo, o avanço da vacinação e a queda nos indicadores de contágio e ocupação da rede hospitalar contribuem para iniciar a construção do melhor caminho para desobrigatoriedade do uso de máscaras.

“Agora, felizmente diante de um cenário de retração da pandemia e com ampla cobertura vacinal, chegou o momento de avançar na reflexão sobre as máscaras sem demagogia e ideologia, mas com base nos dados da saúde e na ciência”, disse o prefeito Sebastião Melo.

Especialistas

A reitora da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, Lucia Pellanda, afirma que a queda nos indicadores é uma boa notícia e contribui para a flexibilização do uso de máscaras em locais abertos. No entanto, reforça que pessoas não vacinadas e imunossuprimidas devem manter a proteção.

Já em locais fechados, Lúcia defende seguir com o uso. “Nos locais de trabalho as máscaras são muito importantes para evitar os surtos”, diz.

Para o professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Alexandre Zavascki, a retirada da obrigatoriedade da máscara em locais ao ar livre deve ser avaliado para depois avançar para outras flexibilizações, como ambientes fechados.

Segundo o professor Fernando Rosado Spilki, da Feevale, o bom momento da pandemia se deve à vacinação. Em Porto Alegre, 95,4% da população acima de 5 anos recebeu, pelo menos, a primeira dose, conforme o Vacinômetro.

“Ambientes em espaços abertos e sem aglomeração será um alento para a população. Por outro lado, é preciso educar os moradores sobre a necessidade de uso para a parcela que necessita de mais cuidados. A liberação em ambientes fechados deve ser olhado com muita cautela”, diz.

Cenário

O coordenador da Vigilância em Saúde da SMS, Fernando Ritter, apresentou os dados epidemiológicos da Capital. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, houve redução de casos confirmados pela sexta semana epidemiológica consecutiva, com níveis equivalentes a abril de 2021 e setembro de 2020.

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