Sábado, 16 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 26 de agosto de 2017
O prefeito de Rockport, Charles Wax, confirmou em entrevista coletiva neste sábado (26) que pelo menos uma pessoa morreu na passagem do furacão Harvey pelo Texas. As informações são da Agência EFE.
Wax, que não deu detalhes sobre a identidade da vítima, afirmou que o furacão deixou uma “devastação generalizada” e que “algumas casas, escolas e comércios foram fortemente danificados ou completamente destruídos”.
O juiz Burt Mills, do condado de Aransas, ao qual pertence Rockport, especificou que a pessoa que morreu “ficou presa em sua casa durante um incêndio no meio da tempestade”.
Os funcionários locais indicaram que há entre 12 e 14 pessoas que sofreram ferimentos leves devido à tempestade.
Por enquanto, o governo do Texas não ofereceu dados sobre o número total de feridos e mortos, embora o governador do estado, Greg Abbott, tenha se comprometido a oferecer essas informações o mais rápido possível.
Rockport, uma cidade de quase 9 mil habitantes, amanheceu devastada, com ruas completamente alagadas, árvores derrubadas, sinais de trânsito arrancados, edifícios danificados e até barcos virados pela força do vento, de acordo com imagens transmitidas pelas emissoras locais.
O furacão Harley, o mais forte a atingir os Estados Unidos em 12 anos, tocou a terra no estado do Texas na sexta-feira, com ventos de até 215 km/h.
De acordo com o Centro Nacional de Furacões (CNH, na sigla em inglês), Harvey perdeu força nas últimas horas e regrediu para a categoria de tempestade tropical, ao registrar ventos de até 110 km/h.
O que mais preocupa agora são as chuvas, que podem causar inundações em cidades como Houston, a quarta maior dos EUA, com uma população de 2 milhões de pessoas e onde as autoridades temem o transbordamento de rios.
Classificação caiu
Ventos e chuvas permanecem fortes mas o furacão que atingiu o Texas passou a tempestade tropical. Há relatos de danos elevados e Trump decretou estado de “catástrofe natural”.
O Harvey deixou de ser classificado como um furacão. Mais de 12 horas depois de ter atingido a costa do estado norte-americano do Texas, o Serviço Nacional de Meteorologia considerava-o como uma mera tempestade tropical. Ainda assim, o vento continua a soprar na ordem dos 112 quilômetros por hora, a chuva intensa não terminou e o maior risco agora é o de inundações potencialmente “catastróficas”.
Esta tarde de sábado, o governador do Texas, Greg Abbott, sublinhava esse receio e afirmava que a principal preocupação são agora as cheias causadas pela chuva incessante e pela lenta progressão da tempestade. Abbott recomenda especial atenção junto a zonas de acumulação de águas, que podem ser mais profundas e mais perigosas do que é aparente à primeira vista.
#Harvey made landfall at 10 PM CDT as a category 4 hurricane near Rockport, Texas, with max winds of 130 mph and min pressure of 938 mb. pic.twitter.com/98y5wpKmBw
— National Hurricane Center (@NHC_Atlantic) August 26, 2017
O Harvey foi o furacão mais forte a atingir o país desde o devastador Katrina, em 2005, e do Charley, em 2004, levando o Presidente norte-americano Donald Trump a decretar o estado de “catástrofe natural” para acelerar a disponibilização de fundos e de meios federais.
Entretanto, os texanos começam a fazer contas aos estragos. Árvores, postes de electricidade e até pórticos das auto-estradas foram arrancados e as imagens da força do vento e das chuvas intensas são acompanhadas pelas do mar revolto.