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Rio Grande do Sul Prefeituras e associações regionais gaúchas encaminharam sete recursos contra bandeira vermelha no distanciamento controlado

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Configuração preliminar tem 12 das 21 áreas do Estado classificadas como de alto risco para coronavírus. (Foto: Divulgação/Palácio Piratini)

Com divulgação definitiva prevista para esta segunda-feira (7) e vigência a partir do dia seguinte, o mapa provisório da décima-oitava rodada do distanciamento controlado foi alvo de sete pedidos de prefeituras e associações regionais para que o governo do Rio Grande do Sul reconsidere a classificação sob bandeira vermelha (alto risco de coronavírus). O número de recursos é o mesmo da semana passada.

Publicada na sexta-feira (4), a configuração preliminar apontou esse status epidemiológico em 12 das 21 regiões gaúchas definidas pelo sistema, adotado desde maio e que define restrições de atividades conforme a situação de cada área no que se refere a indicadores da pandemia.

As outras nove estão sob a cor laranja (risco médio). As solicitações para mudança de bandeira tinham como prazo a manhã deste domingo, conforme coronograma básico adotado desde a adoção do distanciamento controlado pelo Executivo estadual.

Desde a décima-quarta rodada, o governo gaúcho autoriza a gestão compartilhada do sistema com as prefeituras. Isso possibilita que, mesmo sem mudar a cor no mapa, as chamadas “Regiões Covid” adotem protocolos definidos pela bandeira imediatamente inferior: quem está classificado em vermelho, pode agir como se estivesse em verde, por exemplo, mediante uma série de condições.

Até a sexta-feira, 16 regiões haviam aderido a essa divisão de responsabilidades: Capão da Canoa, Taquara, Novo Hamburgo, Canoas, Porto Alegre, Santo Ângelo, Cruz Alta, Ijuí, Santa Rosa, Palmeira das Missões, Passo Fundo, Pelotas, Caxias do Sul, Cachoeira do Sul, Santa Cruz do Sul e Lajeado. O pedido de cogestão de Erechim ainda está pendente.

Situação

Estão em vermelho as regiões de Porto Alegre, Canoas, Novo Hamburgo, Guaíba, Taquara, Capão da Canoa, Palmeira das Missões, Erechim, Santa Cruz do Sul, Lajeado, Santo Ângelo e Cruz Alta. Essas duas últimas já estavam assim classificadas na rodada anterior (17ª), juntamente com Ijuí e Santa Rosa, que “desceram” para o laranja e agora fazem companhia a Santa Maria, Uruguaiana, Bagé, Erechim, Caxias do Sul, Cachoeira do Sul e Passo Fundo.

Ao todo, 261 dos 497 municípios gaúchos estão sob bandeira vermelha nesta décima-oitava rodada do distanciamento controlado. Esse grupo responde por 6,7 milhões dos 11,3 milhões de habitantes do Rio Grande do Sul, ou seja, 59,5% do total.

O Gabinete de Crise do Palácio Piratini admite que o cenário é de piora dos indicadores em comparação aos resultados publicados na segunda-feira passada (31). As regiões que apresentaram piora mais significativa nos últimos sete dias foram Capão da Canoa (171%), Erechim (86%), Palmeira das Missões (86%), Cruz Alta (50%), Guaíba (33%) e Lajeado (33%).

Ainda segundo a avaliação do Executivo estadual, apesar da estabilização em vários indicadores gerais, a alta no número de regiões sob alto risco se deve ao aumento de registros de novas internações motivadas por casos confirmados de coronavírus.

“Esse indicador, em particular, alcançou níveis compatíveis com bandeira preta [altíssimo risco] em algumas regiões”, salienta. “É caso das áreas de Lajeado, Santa Cruz do Sul, Palmeira das Missões, Taquara e Capão da Canoa, algumas delas também com piora no indicador que mede a proporção de casos da doença para cada grupo de 100 mil habitantes.”

As regiões de Porto Alegre, Guaíba, Canoas e Novo Hamburgo voltaram a receber a bandeira vermelha, pois a macrorregião Metropolitana apresentou aumento no índice de ocupação de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) nos últimos dias.

(Marcello Campos)

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