Quinta-feira, 30 de abril de 2026
Por Redação O Sul | 24 de junho de 2020
Fabrício Queiroz teve seu perfil fotografado no final da manhã de terça-feira, no presídio Bangu 8, cinco dias após ser preso na Operação Anjo. Um dia após a prisão, O Globo noticiou que ele deu entrada na penitenciária sem tirar foto. Abatido, o ex-assessor do então deputado estadual Flávio Bolsonaro reclamou de ter que usar o uniforme da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap). Servidores que estavam no local no momento do registro contaram que o policial militar reformado “ficou constrangido ao ter que tirar a fotografia”.
“Só depois que a matéria foi ao ar que resolveram fichá-lo”, contou um servidor da Seap ao Globo.
Durante dois dias, Queiroz se recusou a comer na cadeia. Na quinta e na sexta-feira, o agora presidiário recusou café, almoço e jantar.
Para colegas de cela, ele disse que está preocupado e com medo de que sua esposa seja presa.
“O tempo todo ele está cabisbaixo. Tem se mostrado muito abatido, assustado e com muito receio de a esposa ser presa”, destacou o servidor de Bangu 8.
De acordo com o agente, o ex-assessor de Flávio Bolsonaro tem acompanhado tudo pela televisão, que fica na biblioteca.
Queiroz ocupa uma cela com seis metros quadrados com uma cama, um chuveiro, um vaso sanitário e uma pia na Cadeia Pública Pedrolino Werling de Oliveira, dentro do Complexo de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Na cela do ex-assessor, não há TV. O ex-PM possui direito a banho de sol durante duas horas por dia num pequeno pátio.
Isolado por prevenção à Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, Queiroz tem permanecido em silêncio na prisão. Um dos raros momentos de interação nos últimos dias foi quando pediu um livro de autoajuda para Wilson Carlos, ex-secretário de Sérgio Cabral e operador do esquema de propinas do governo do estado.
O ex-assessor de Flávio Bolsonaro é atualmente vizinho de cela do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral. Carlos se tornou o organizador da biblioteca de Bangu 8 depois que o ex-deputado Edson Albertassi montou uma biblioteca no local, antes de ir para prisão domiciliar há dois anos.
Desse modo, o ex-secretário de Cabral costuma passar pelas celas perguntando o que cada um dos detentos quer ler. Foi então que Queiroz pediu um título de autoajuda.
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