Quarta-feira, 27 de Maio de 2020

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Capa – Caderno 1 Presença de tubarões paralisa o campeonato mundial de Surf na África do Sul

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O surfista brasileiro Filipe Toledo teve de sair da água na etapa de Jeffreys Bay. (Foto: Reprodução)

Após o trauma de 2015, quando Mick Fanning escapou por pouco de um ataque, os tubarões voltaram a assustar em Jefrreys Bay, na África do Sul. Durante a bateria do brasileiro Filipe Toledo contra Jordy Smith (AFS) e Julian Wilson (AUS), dois tubarões foram avistados na água próximos dos surfistas. De acordo com o comissário da WSL, Kieren Perrow, a torre percebeu a presença de dois animais e enviou os jet-skis para verificar. Após a confirmação, eles decidiram pela paralisação das atividades.

No exato momento em que o animal foi visto, Jordy Smith vencia por 11.67. Filipe Toledo tinha 10.43, e Julian Wilson – que também estava na água no incidente com Fanning em 2015 – corria por fora, com 8.80.

É a terceira vez que Filipinho se encontra com tubarões no mar nesta temporada, e a segunda em que tem uma bateria interrompida por esse motivo. Fãs e a imprensa especializada viram o que seria um tubarão na oitava bateria do round 2 na segunda-feira (17), quando ele encarava Kanoa Igarashi. No entanto, não houve confirmação, e a bateria seguiu normalmente. Em abril deste ano, quando ele disputava a semifinal de Margaret River, na Austrália, contra Kolohe Andino, a WSL optou por paralisar sua bateria pelo mesmo motivo.

“É uma situação muito, muito louca, mas os jet skis chegaram rápido para tirar a gente da água. Eles fizeram um ótimo trabalho tirando a gente da água. Muito obrigado, pessoal, por nos manter vivos [risos]. Isso acontece, né?”, disse Filipinho.

Comissário da WSL, o brasileiro Renato Hickel explicou a situação. “Na hora do incidente, um dos acontecimentos que ficou bem claro foi um tubarão mako. Obviamente por medidas de segurança colocamos a bateria on hold e resolvemos recolher os surfistas e cancelamos o campeonato por hoje”, relatou Renato.

Primeiro a sair da água, Jordy Smith disse não ter notado a presença do animal. O sul-africano disse que não tinha certeza do que estava acontecendo, e se dirigiu para a praia após ouvir a sirene.

O que acontece agora?

Com a bateria interrompida faltando pouco mais de 10 minutos para o fim, o cenário estava indefinido. Com todos em terra e em segurança, começaram as discussões dos próximos passos. Kieran Perrow, comissário chefe da WSL, anunciou que as competições estavam encerradas pelo dia, e voltariam nesta quarta-feira para uma nova chamada.

Julian Wilson questionou o comissário sobre como estariam as condições para quarta-feira e pediu para que a bateria fosse reiniciada com tempo e placares zerados.

A direção do evento fará uma nova chamada no início da manhã desta quarta-feira (19) e anunciará a decisão de recomeçar a bateria do zero, ou do momento em que foi interrompida.

Histórico de Julian com tubarões na África do Sul

Julian Wilson também já tinha se encontrado com tubarões antes. E foi justamente na etapa de J-Bay. O caso aconteceu na final da etapa de 2015. O australiano Mick Fanning sofreu um ataque do animal ao vivo logo no início da decisão do evento. Aquele foi o primeiro registro de ataque de tubarão na história do Circuito Mundial de surfe. O tricampeão mundial estava parado em sua prancha quando foi surpreendido pelo animal. Ele tentou se proteger com a prancha e afastar o tubarão com socos. Em determinado momento, o australiano sumiu das imagens causando grande apreensão. Logo depois, reapareceu tentando nadar para a costa.

Assim como nesta terça-feira (18), a WSL agiu rápido. Uma lancha e dois jet skis da organização se deslocaram para a cena do ataque e socorreram os dois surfistas. Para alívio geral, Mick Fanning, saiu da água inteiro, sem ferimentos, assim como Julian, que havia surfado em direção ao amigo para tentar ajudar.

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