Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 22 de fevereiro de 2016
Por trás das cortinas de casa, a professora aposentada Nancy Lobo, 81 anos, observa a movimentação em frente ao seu portão. Um homem anuncia ser da prefeitura, em uma ação contra o mosquito Aedes aegypti. Ela titubeia um pouco, mas olha para os dois soldados fardados do Exército que acompanham o agente de saúde e libera a entrada de sua casa. “Eu não abro a porta para qualquer um. A gente fica apreensiva. Só tive mais segurança por causa do Exército”, conta ela, que mora em São Paulo (SP).
Maurício Tavares, agente de endemias da prefeitura da capital paulista, confirma que a presença do Exército diminui o número de donos que se negam a abrir suas casas para vistorias. “Sem os soldados, as pessoas têm medo. É mais complicado que elas confiem na gente.” Enquanto procura por focos do mosquito, Tavares dá aos proprietários dicas de prevenção contra a dengue, a chikungunya e a zika.
Autorização
Os soldados que acompanham o trabalho pouco falam ou auxiliam nas buscas por larvas. Um dos soldados explica que a função dos militares é “apenas estar junto do agente da prefeitura” para que as pessoas abram suas casas. No dia 1º, a presidenta Dilma Rousseff enviou medida provisória ao Congresso Nacional autorizando a entrada forçada de agentes de saúde em propriedades privadas fechadas ou abandonadas. (Folhapress)
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