Quinta-feira, 20 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 18 de agosto de 2026
O candidato do Missão à Presidência da República, Renan Santos, afirmou nessa terça-feira (18) que acabar com a escala de trabalho 6×1 no Brasil é uma “maluquice”. Ele também disse que a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) “já era” e defendeu o fim da Justiça do Trabalho no País.
Renan deu as declarações durante participação no evento Encontro com Presidenciáveis – Diálogo pelo Futuro do Brasil, promovido pela União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços (Unecs). Outros candidatos ao Planalto, como Augusto Cury (Avante), também participaram.
“(O fim da 6×1) é uma maluquice. O Congresso Nacional está tomado por covardes. Se acovardaram diante do governo e do projeto daquela Erika Hilton. Isso vai ser quebradeira da economia. No meu governo, isso vai ser enterrado. Não vamos mais ouvir falar disso”, declarou o pré-candidato.
“(Precisamos) acabar com a Justiça do Trabalho porque as relações rescisórias, rescisórias têm que ser pautadas na Justiça Cível como qualquer prestação”, completou.
Ao falar sobre o fim da escala 6×1, Renan Santos se referiu à proposta de emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada de trabalho no país. Defendido pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o texto já foi aprovado pela Câmara dos Deputados e aguarda análise do Senado.
Em outro momento da participação no evento da Unecs, Renan Santos defendeu uma nova reforma trabalhista, porque, na avaliação do presidenciável, a CLT “já era”.
“A CLT já deu. Já era. A maior parte dos serviços estão trabalhando com o regime microempreendedor individual (MEI). Que tal nós criarmos um regime definitivo? Um regime definitivo pela hora de trabalho, que é o que o governo quer propor. Vamos remunerar pela hora de trabalho, vamos ser flexíveis”, declarou.
Congresso e Alcolumbre
Na sabatina promovida pela Unecs, Renan Santos fez também ataques ao Congresso Nacional. Ele disse que o Poder Legislativo está “cheio de vagabundos do Centrão“, que segundo ele são “covardes”.
O candidato do Missão criticou ainda o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Para ele, o presidente do Senado não tem compromisso com o setor produtivo e ainda assim é ele que governa os empresários.
“Vocês, que são de setores que geram emprego, são governados pelo Alcolumbre, do Amapá, um Estado que não tem geração de emprego, que acho que é o mais violento do País hoje, ele manda em todos vocês que estão gerando emprego. Vocês são escravos do Alcolumbre”, concluiu Renan Santos. (Com informações do portal de notícias g1)
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