Domingo, 16 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 14 de agosto de 2026
O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) afirmou na quinta-feira (13) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teria sido “anistiado” e voltou a defender que, se eleito, concederá anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A declaração foi dada em entrevista coletiva após Caiado participar do 13º Fórum Caminhos da Liberdade, promovido pelo Instituto de Formação de Líderes (IFL), na zona sul de São Paulo.
O candidato voltou a comparar a discussão sobre anistia de condenados pelos atos de 8 de janeiro àquela sobre a soltura do presidente Lula e à recuperação dos direitos políticos do petista em 2021.
“Um já foi anistiado e o outro será anistiado por mim”, afirmou Caiado.
Entretanto, ao contrário do que diz o candidato, Lula não foi anistiado. Lula foi preso em 2018 após condenações por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá. Ele ficou preso por 580 dias e foi solto em novembro de 2019. Em 2021, o STF anulou as condenações da Lava Jato contra o petista, restabeleceu seus direitos políticos e abriu caminho para que ele voltasse à disputa presidencial e se elegesse em 2022.
“Ninguém no Brasil foi mais anistiado do que o Lula. Eu não conheço nenhum que tenha sido mais anistiado e a quem tenha sido dada a condição de chegar à Presidência do Brasil. Essa é a realidade”, disse Caiado.
O candidato afirmou que pretende conceder anistia a Bolsonaro para, segundo ele, “pacificar o Brasil”.
“Agora, eu vou anistiar para pacificar o Brasil. É diferente. Eu vou anistiar por esse assunto que não acrescenta nada na vida das pessoas.”
Caiado também foi questionado se considera que o candidato Flávio Bolsonaro (PL) respeita a democracia. Em resposta, comparou Flávio a Lula e afirmou que ambos “já atentaram contra o Estado de Direito”.
Em outra frente, Ronaldo Caiado (PSD) fez críticas aos opositores, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), durante um encontro com empresários realizado na segunda-feira (10), em São Paulo. Durante o evento, o ex-governador de Goiás chamou Lula e Flávio de “fujões” e classificou como “covardia moral” a decisão dos dois de não participar de debates eleitorais.
“Isso aí é típico de uma covardia moral”, afirmou Caiado durante o Diálogos CEO ONE. Na sequência, o candidato utilizou o termo “fujões” para se referir a Lula e Flávio Bolsonaro. As declarações foram feitas durante a participação do ex-governador no encontro, que reuniu empresários para discutir temas relacionados à conjuntura política e econômica do país.
Caiado também afirmou que considera toda a situação “deprimente”. Segundo o candidato, os encontros e debates representam oportunidades para que os concorrentes à Presidência apresentem suas propostas e discutam os problemas que consideram mais urgentes no país. A declaração ocorreu no contexto de suas críticas à ausência dos dois adversários em debates eleitorais.
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