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Política Presidente da Câmara dos Deputados afirma não ver confusão entre Poderes: “Está tudo tranquilo”, diz

"O Brasil precisa de paz e responsabilidade para progredir", disse Maia

Foto: Fábio Rodrigues/Agência Brasil
"O Brasil não vai escapar de sofrer as consequências dessa piora global. É preciso agir já com medidas emergenciais", advertiu Maia. (Foto: Fábio Rodrigues/Agência Brasil)

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta quinta-feira (27), em Madri, na Espanha, que não vê aumento de tensão entre o Legislativo e o Executivo por causa da disputa provocada pelo Orçamento impositivo.

A declaração de Maia ocorre dois dias depois de o site BR Político, do jornal O Estado de S. Paulo, publicar que o presidente Jair Bolsonaro compartilhou vídeos convocando a população para protestos contra o Congresso em 15 de março.

Demonstrando irritação com os questionamentos, Maia declarou que a relação entre o Congresso e o Executivo segue na normalidade. “Está tudo tranquilo”, afirmou.

Na quarta-feira (26), em suas redes sociais, o presidente da Câmara havia cobrado respeito às instituições democráticas. Sem citar o nome de Bolsonaro, Maia afirmou que criar tensão institucional não ajuda o País a evoluir.

“Somos nós, autoridades, que temos de dar o exemplo de respeito às instituições e à ordem constitucional. O Brasil precisa de paz e responsabilidade para progredir”, afirmou.

Questionado se a tensão entre o Legislativo e o Executivo aumentou por causa da disputa do Orçamento Impositivo, Maia negou. “Não tem confusão, não. Está tudo tranquilo”.

O clima entre os dois Poderes piorou depois que veio a público uma gravação vazada do ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), general Augusto Heleno, no qual o militar se queixava da atuação dos parlamentares.

Sem saber que estava sendo gravado, o general falou em “chantagem” do Legislativo para aumentar seu controle sobre os recursos da União. “Não podemos aceitar esses caras chantageando a gente o tempo todo”, disse Heleno, na presença do ministro da Economia, Paulo Guedes, e de Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria de Governo.

Impeachment

O presidente da Câmara também afirmou que o PT e o deputado Alexandre Frota (PSDB-SP) têm o direito de apresentar pedidos de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro, se assim decidirem. “O que eu posso fazer? É um direito deles”, disse.

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