Terça-feira, 29 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 21 de julho de 2015
O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), teve encontro de quase uma hora com o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Ricardo Lewandowski, para falar sobre o pedido encaminhado à Corte para suspender a ação penal que corre no Paraná e tem como réu o lobista Júlio Camargo e o doleiro Alberto Youssef, ambos delatores na Operação Lava-Jato. Em depoimento na semana passada, Camargo revelou ter recebido informações de que o peemedebista pediu propina de 5 milhões de dólares para viabilizar a contratação de navios-sonda por parte da Petrobras.
Durante o encontro, Cunha solicitou que o presidente da Corte abrevie o prazo de cinco dias dado ao juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas ações oriundas da Lava-Jato na primeira instância, para prestar informações sobre o caso.
Pessoalmente, o presidente da Câmara reiterou a Lewandowski a reclamação formal apresentada contra Moro. “Não cabia nem ao Ministério Público fazer inquirições nem ao juiz tomar esse depoimento”, justificou o advogado do peemedebista, Antônio Fernando. A audiência com o presidente do STF foi solicitada por Cunha, que deixou a Corte sem falar com os jornalistas. (AE)
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