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Política Presidente da CPI da Covid diz que vai pedir à Justiça condução coercitiva de empresário e retenção de passaporte

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Convocado para prestar depoimento nesta quinta, Carlos Wizard não compareceu

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado
Wizard deixou de prestar depoimento, marcado para o último 17, sem motivo justificado. (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)

O presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM), afirmou nesta quinta-feira (17) que vai pedir à Justiça a condução coercitiva do empresário Carlos Wizard à comissão e a retenção do seu passaporte.

Convocado para prestar depoimento nesta quinta, Wizard não compareceu. O empresário estaria nos Estados Unidos. Ele é considerado pela cúpula da CPI um dos integrantes do suposto “gabinete paralelo” de aconselhamento do presidente Jair Bolsonaro durante a pandemia.

“Oficiaremos a um juiz criminal para que requisite à autoridade policial a apresentação da testemunha faltosa ou determinar que seja conduzido por oficial de Justiça, o qual poderá solicitar o auxílio da força pública”, disse Aziz.

“Para além dessas medidas, diante da ausência do depoente, determino que seja oficiada à Justiça Federal para que o passaporte do seu Carlos Wizard seja imediatamente retido pela Polícia Federal tão logo ele ingresse em território nacional e somente seja devolvido após prestação de depoimento perante essa comissão de inquérito”, completou o senador.

Wizard decidiu não comparecer à CPI mesmo estando amparado por uma decisão do ministro Luís Roberto Barroso, do STF (Supremo Tribunal Federal), que lhe permitiu ficar em silêncio no depoimento.

Logo no início da sessão desta quinta, Aziz reforçou que pedidos feitos por Wizard – entre eles, para que o depoimento fosse remoto e para ter acesso a documentos sigilosos – foram negados. Na quarta-feira (16), a CPI aprovou a quebra dos sigilos telefônico, telemático, fiscal e bancário de Wizard.

Outro depoimento

Outro depoimento marcado para esta quinta, o do auditor do TCU (Tribunal de Contas da União) Alexandre Figueiredo Marques, foi adiado para uma data ainda não definida. Alexandre é suspeito de ter produzido relatório falso sobre uma suposta “hipernotificação” dos casos de Covid-19 no País. A sessão da CPI foi suspensa.

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