Terça-feira, 23 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 26 de novembro de 2015
Vinte dias após o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), há poucas respostas e muito estrago pela lama de rejeitos de minério que atravessou Minas Gerais e o Espírito Santo, pelo Rio Doce, e agora está chegando ao mar de Linhares, no litoral capixaba. O diretor-presidente da Samarco, Ricardo Vescovi, disse que ainda não se sabe o que causou o estouro da barragem e que serão necessários, ao menos, de seis meses a um ano para descobrir o que houve de fato.
Sobre os funcionários e o futuro da Samarco, cujos donos donos são a Vale a anglo-australiana BHP Billiton, ele afirmou que ainda é cedo para saber o que será feito. Enquanto a empresa, dona do complexo de armazenamento de rejeitos, foca esforços em resolver questões emergenciais, todo o ecossistema atingido morre no maior desastre ambiental do País e a população ribeirinha fica sem saber até quando sofrerá esses efeitos.
“Em relação às causas desse acidente, elas estão sendo investigadas por uma série de profissionais do Brasil e de fora do País. Certamente é uma resposta de solução complexa porque vai diversas disciplinas da engenharia, geotécnica, geologia, mecânica dos solos, mecânica das rochas. Todos estão empenhados em levantar as hipóteses, depois provar cada uma delas”. (AG)
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