Sábado, 08 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 21 de setembro de 2019
Uma menina de apenas 8 anos foi baleada e morreu na madrugada deste sábado (21), no Rio de Janeiro. Ágatha Félix foi atingida nas costas por um tiro de fuzil, no Complexo do Alemão. A menina estava dentro de uma Kombi quando foi baleada por um policial.
Luciano Bandeira, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ), se mostrou indignado e se manifestou sobre o caso.
” Chegou a um extremo tão grande… É a morte de uma criança cujo o único pecado que cometeu na vida é o de ser pobre. Por que a política de segurança do Estado é voltada para uma uma política de extermínio. No estado do Rio, hoje, já temos 1.249 mortos e, infelizmente, com essa nova desgraça da morte da menina Agatha, ontem, demonstra que é uma política que não protege o cidadão, muito menos o mais vulnerável, que é aquele oprimido pelo tráfico e pelas forças de segurança do Estado” afirmou Bandeira.
O presidente da OAB ainda disse se impressionar com a afirmação do governador Wilson Witzel de que continuará procedendo com a mesma política de segurança.
“O que estarrece é que depois da morte de uma criança a afirmação é que continuarão procedendo dessa forma. Ou seja, vão matar mais crianças, mais inocentes, e chegar a índices inimagináveis em um país onde não está em uma guerra aberta, numa guerra campal. Não há remorso, mea culpa, uma vontade de repensar a política de atuação para evitar que outras mortes como essa continuem acontecendo. A perspectiva que temos é que outras Agathas virão em muito pouco tempo. A sensação da sociedade civil, da OAB é de perplexidade e indignação” disse.
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