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Economia Presidente do Banco Central diz que fará “o que for preciso” para controlar a inflação

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“O Brasil é um país altamente endividado", destacou Roberto Campos Neto

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
“O Brasil é um país altamente endividado", destacou Roberto Campos Neto. (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

O presidente do BC (Banco Central), Roberto Campos Neto, voltou a afirmar nesta quinta-feira (12) que a instituição financeira fará “o que for preciso” para manter a inflação dentro das metas estabelecidas.

“Vamos usar todo instrumento existente, na medida em que for preciso, para que as inflações fiquem ancoradas no médio e longo prazo”, afirmou Campos Neto durante o 33º Congresso Nacional da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes.

A declaração, segundo ele, visa tranquilizar o mercado quanto à capacidade do Brasil de manter a estabilidade fiscal em meio a “sucessivos choques” que vêm afetando a economia global.

“Entendemos que, quando o BC passou uma mensagem mais dura em relação a isso, as inflações implícitas de longo prazo, que estão muito ligadas à percepção fiscal, começaram a cair. Por isso, é tão importante passar a mensagem de credibilidade fiscal para os agentes econômicos”, acrescentou.

Ele ressaltou que grandes investidores estão atentos ao grau de endividamento dos países emergentes, entre eles o Brasil, cuja dívida pública já vinha crescendo antes mesmo da pandemia.

“O Brasil é um país altamente endividado. E há uma percepção de piora fiscal, uma expectativa quanto ao que o Brasil vai fazer para voltar aos trilhos do equilíbrio fiscal. Qualquer notícia que leva os agentes econômicos a entenderem que há uma desestabilização fiscal, isso tem efeito nas variáveis macroeconômicas, o que tem influência na recuperação do crescimento econômico”, disse Campos Neto. Ele mencionou que, devido a esse contexto, as taxas de juros vêm subindo em vários países, incluindo o Brasil.

Vacinas

O presidente do BC reconheceu que, em termos macroeconômicos, o Brasil continua sendo impactado pelos efeitos da pandemia de Covid-19, mas frisou que, com o avanço da vacinação da população, a atividade econômica vem sendo gradualmente retomada.

“Quando comparamos o número de casos [de pessoas infectadas recentemente pelo coronavírus] com o número de óbitos, [vemos que] a vacinação é muito efetiva e é a saída que imaginávamos que proporcionaria a reabertura da economia”, disse.

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