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Economia Presidente do Banco do Brasil nega interferência política e mantém fechamento de agências

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"Ao olhar o retorno ajustado pelo risco, no passado deixávamos de fazer algumas operações", disse Fausto Ribeiro. (Foto: Banco do Brasil/Divulgação)

O presidente do BB (Banco do Brasil), Fausto Ribeiro, disse em sua primeira entrevista coletiva no cargo que pretende dar um “toque pessoal” no comando do banco público. Ele negou interferência política e se comprometeu a executar o plano estratégico da gestão anterior.

Segundo o executivo, a estratégia prevê redução de gastos da ordem de R$ 10 bilhões até 2025, com fechamento de agências, desligamento voluntário de funcionários, entre outras medidas. O plano desagradou o presidente Jair Bolsonaro e foi um dos motivos da queda de André Brandão da presidência do BB.

“Com relação a qualquer interferência política na gestão, zero”, disse Ribeiro, ao comentar o resultado do primeiro trimestre do BB.

Ele acrescentou: “O mandato que eu recebi do presidente da República é relativamente simples. Liderar o banco em busca de eficiência operacional, de rentabilidade compatível, inclusive com os pares e prestarmos um atendimento de excelência à população brasileira. Não tem nada diferente. Obviamente que a gente vai dar um toque pessoal.”

O novo presidente do BB informou que a diretoria executiva será composta preferencialmente por funcionários de carreira, dando início a uma mudança no perfil da cúpula da instituição. Nas gestões anteriores, de Rubem Novaes e André Brandão, a orientação foi incluir nas vice-presidências, executivos do mercado.

“O perfil que a gente busca são profissionais de carreira do banco, prata da casa, com alta qualificação e experiência (…) as mudanças são naturais no processo de sucessão, não vou fazer mexidas atropelando todo o processo”, mencionou Ribeiro.

Das sete vice-presidências, quatro já foram substituídas. A área de Governo e Agronegócio deverá ser desmembrada para dar vaga a Antônio Barreto, ex-secretário executivo do Ministério da Cidadania. Ele deverá ocupar a vice-presidência de Governo.

Ao ser indagado se pretende ter uma atuação semelhante a Pedro Guimarães, presidente da Caixa Econômica Federal, respondeu: “Não pretendo ocupar espaço político.”

Ribeiro disse ainda que vai ampliar o diálogo no governo sobre eventuais novas medidas polêmicas para evitar falhas na comunicação. O problema foi apontado na gestão de Brandão.

Ele disse que o plano de fechamento de 361 agências está em fase avançada e que cinco mil funcionários do BB já foram desligados. Destacou, ainda, que a gestão de rede é processo dinâmico e dizer que não haverá mais redução de postos de atendimento é “forçar a barra”.

Lucro líquido

O BB teve lucro líquido contábil de R$ 4,226 bilhões no primeiro trimestre, segundo balanço na última quinta-feira. O valor representa alta de 31,9% em relação aos R$ 3,199 bilhões registrado no mesmo período de 2020.

O lucro líquido ajustado do banco, que exclui receitas e gastos extraordinários, totalizou R$ 4,913 bilhões nos três primeiros meses de 2021. O montante é 44,7% maior que o observado no primeiro trimestre de 2020.

Indicador que mede a lucratividade dos bancos, o retorno sobre o patrimônio líquido também registrou melhora. A proporção ficou em 15,1%, melhor que os 12,1% registrados no último trimestre de 2020 e que os 12,5% no primeiro trimestre do ano passado.

A receita com prestação de serviços somou R$ 6,9 bilhões, com queda de 3% em relação ao primeiro trimestre do ano passado. Em nota, o Banco do Brasil informou que o recuo decorre “do atual momento macroeconômico e da dinâmica de negócios na rede”. As informações são do jornal O Globo e da Agência Brasil.

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