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Política Presidente do Supremo defende instituições sólidas e diz que a democracia exige “vigilância constante”

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Declaração foi dada nesta terça-feira durante sessão da Corte Interamericana de Direitos Humanos realizada no Supremo Tribunal Federal

Foto: Victor Piemonte/STF

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Edson Fachin, afirmou nesta terça-feira (17) durante sessão da Corte Interamericana de Direitos Humanos realizada no Supremo, que a democracia “não é uma dádiva perene”, mas uma construção humana que exige “vigilância ativa e constante”.

Em um discurso centrado no papel das instituições, o ministro defendeu que não há democracia possível sem um Judiciário forte e independente, capaz de garantir direitos e atuar como baliza constitucional.

“Não há democracia sem instituições sólidas e atuantes na linha do que preceitua a Carta Democrática Interamericana. E, no desenho de qualquer democracia constitucional digna desse nome, um Judiciário independente é instituição central”, afirmou.

“Seja na efetiva garantia do governo da maioria, seja na defesa dos direitos fundamentais de todos – inclusive das minorias –, um Judiciário independente tem, por definição, papel decisivo a desempenhar”, completou.

Nesta segunda-feira (16), em outro discurso feito durante uma aula magna em uma faculdade particular de Brasília a estudantes de direito, o presidente do Supremo adotou a mesma linha.

Na ocasião, ministro destacou a importância do comportamento do juiz, que segundo ele deve ser “irrepreensível na vida pública e privada”. Segundo Fachin, o fortalecimento democrático depende de um compromisso permanente.

“A democracia vicejará desde que, como bons jardineiros, saibamos regá-la. E perecerá se falharmos”, afirmou. Para ele, o cenário atual — no Brasil e no mundo — reforça o alerta de que direitos e garantias “não podem ser tomados como conquistas definitivas, mas como espaços que precisam ser continuamente protegidos”.

O ministro destacou que direitos como liberdade de expressão e de pensamento formam a base para a participação cidadã, e que democracia e direito são “mutuamente dependentes”. “A democracia é o processo pelo qual os cidadãos produzem legitimamente o direito. E o direito, por sua vez, garante as condições para que a democracia se realize”, afirmou.

Tensão institucional

O ministro lembrou ainda que a construção democrática envolve todos os atores institucionais, não apenas os Poderes da República. Ele citou imprensa e academia como participantes essenciais dessa estrutura, que tem na Constituição suas regras e limites.

Fachin afirmou que o STF não faltou “à causa da Constituição quando interpelado pelas circunstâncias”, reforçando o papel da Corte em momentos de tensão institucional.

“A atual conjuntura de crises não deve ser interpretada como sinal de esgotamento ou irrelevância das instituições e mecanismos multilaterais. Ao contrário, ela evidencia, de forma ainda mais contundente, a urgência de reafirmar seu valor e fortalecer os espaços de diálogo e cooperação no plano global”, mencionou.

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Fernando Krause
18 de março de 2026 11:08

Quando a política e os intere$$e$ financeiro$ entram nos tribunais pela porta da frente, a justiça sai pelos fundos…

Vanderlei Stefani
17 de março de 2026 23:25

AtlasIntel prevê vitória de Lula no 1º turno em 2026: presidente lidera com 51% em todos os cenários

Vitor
17 de março de 2026 13:10

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