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Política Presidente do Supremo escala a ministra Cármen Lúcia para relatar o código de conduta

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Caberá ao presidente do STF (foto) definir a data de início do julgamento da ação de Dino no plenário virtual. (Foto: Antonio Augusto/STF)

O ministro Edson Fachin, presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) anunciou, nessa segunda-feira (2), que a ministra Cármen Lúcia aceitou ser relatora da proposta de um Código de ética na Suprema Corte.

“No plano interno, destaca-se a promoção do debate institucional sobre integridade e transparência; agradeço, de público, como já fiz diretamente a todos os integrantes deste Tribunal, a eminente Ministra Cármen Lúcia por ter aceitado a relatoria da proposta de um Código de Ética compromisso de minha gestão para o Supremo Tribunal Federal. Vamos caminhar juntos na construção do consenso no âmbito deste colegiado”, afirmou Fachin durante discurso de abertura do ano no Judiciário em 2026.

A discussão sobre um Código de Conduta no STF ocorre em meio às investigações sobre o Banco Master, que estão no STF e colocaram em evidência casos como os dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes.

Durante discurso, Fachin afirmou ainda que “as dúvidas sobre conflitos de interesses devem ser tratadas sempre com transparência”, e acrescentou que ninguém “cogite que possa ser diferente numa sociedade republicana como a nossa”.

Proposta

O Código de Conduta é uma proposta de Edson Fachin e prevê a divulgação obrigatória de verbas recebidas por ministros pela participação em eventos e palestras.

As regras também incluem quarentena de um ano para que ministros aposentados possam voltar a trabalhar em consultorias e pareceres, além de uma proibição permanente de advogar junto ao tribunal.

A “contenção” do Supremo e do Poder Judiciário já havia sido defendida por Fachin em sua posse como presidente da Corte, em setembro. No entanto, a ideia ganhou força depois que o ministro Dias Toffoli viajou para a Final da Libertadores, no Peru, no mesmo jatinho em que estava um dos advogados da defesa do caso do Banco Master.

A ação, que trata de um esquema de fraudes envolvendo o banco, está sob a relatoria de Toffoli no Supremo. O ministro, inclusive, já deu decisões favoráveis a pedidos da defesa.

A proposta também utiliza da experiência de tribunais internacionais, como a atuação do Tribunal Constitucional Federal da Alemanha. O documento determina, por exemplo, que juízes podem aceitar presentes ou benefícios, desde que “não prejudique a reputação do tribunal e não suscite dúvidas quanto à independência, imparcialidade, neutralidade e integridade de seus integrantes”. (Com informações da CNN Brasil)

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