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Geral Presidente dos Estados Unidos anuncia medidas para aumentar o controle de armas e conter alta de homicídios

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Joe Biden se colocou à disposição para trabalhar por um país mais seguro. (Foto: Lawrence Jackson/The White House)

Em meio a um debate sobre o aumento dos homicídios e o racismo nos Estados Unidos, o presidente americano, Joe Biden, anunciou na quarta-feira (23) novas medidas para enfrentar a violência relacionada a armas de fogo no país. Dentre as propostas, estão ações para apertar o controle de vendedores de armas que não cumprem regulações federais, reforçar programas de reinserção para ex-condenados recentemente libertos e mais recursos a departamentos de polícia.

Embora o crime tenha caído como um todo no ano passado, a taxa de homicídio americana subiu cerca de 25% em 2020, e o número de crimes violentos aumentou cerca de 3%, segundo o FBI.

Em seu discurso, Biden afirmou que 90% das armas usadas em crimes provêm de 5% dos vendedores, que constituiriam uma minoria que, por exemplo, deixa de verificar os antecedentes criminais dos compradores. Por isso, o presidente orientou o Escritório de Álcool, Tabaco, Armas de Fogo e Explosivos a revogar as licenças de vendedores de armas “na primeira vez que violarem a lei federal”.

“Se você vende intencionalmente uma arma para alguém que é proibido de possuí-la, se você intencionalmente deixa de executar uma verificação de antecedentes, se você falsificar um registro… Minha mensagem para você é esta: vamos encontrá-lo e vamos atrás da sua licença para vender armas”, disse Biden.

O governo também anunciou que disponibilizará fundos para financiar departamentos de polícia. Segundo a Casa Branca, governos estaduais e locais poderiam usar seus US$ 350 bilhões (R$ 1,7 trilhão) recebidos de fundos de alívio da pandemia para contratar policiais e voltar a índices pré-pandêmicos, pagar horas extras para o trabalho de policiamento comunitário, apoiar grupos anti-violência baseados em comunidades e investir em tecnologia.

Os recursos destinados à polícia entram em conflito com os pedidos de alguns ativistas à esquerda, que, desde a eclosão dos protestos do Black Lives Matter no ano passado, exigem uma diminuição nos recursos para atividades policiais, defendendo que sejam revertidos para programas sociais. Durante a campanha, o presidente disse não concordar com essa campanha de diminuição de fundos.

A violência se tornou uma questão predominante em várias campanhas para prefeituras americanas, notoriamente em Nova York, onde Eric Adams, um ex-policial que defende uma abordagem linha-dura com a violência, é visto como favorito.

Biden, que foi eleito em parte priorizando as preocupações dos eleitores negros, entende que, ao tomar medidas para aumentar o controle de armas, isso também terá efeitos sobre a violência. Mais cedo, a secretária de imprensa da Casa Branca, Jen Psaki, disse que “as armas são um fator central da violência”.

“O lobby de armas quer que você acredite que as cidades que têm as leis de armas mais duras ainda têm as mais altas taxas de violência com armas de fogo”, disse Biden. “Não acredite nisso.

As medidas do governo também visam expandir oportunidades de empregos e ajudar a reinserção de ex-condenados recentemente libertos, de modo a atenuar a reincidência.

Ao mesmo tempo em que anuncia as medidas, o governo prepara uma reforma da polícia, que, segundo estudos, emprega a força de forma desproporcional contra populações negras. Alguns defensores da justiça criminal temem que a crescente inquietação com a violência possa prejudicar o impulso para revisar as leis de policiamento.

Um compromisso dos dois partidos para uma revisão nacional de suas polícias parou de avançar no Congresso, apesar de Biden ter pedido aos parlamentares para chegarem a um acordo até 25 de maio, o aniversário do assassinato de George Floyd por um policial branco em Minneapolis.

Os democratas continuam a debater a redução de financiamento para os departamentos policiais, enquanto os republicanos se apoderaram do slogan “Corte os fundos da polícia” para atacá-los como débeis na segurança pública.

“Se acham que eles só vão passar algumas leis de armas e tudo vai ficar bem, eles não estão absolutamente em contato com a realidade do que está acontecendo em todo o país”, disse o deputado John Katko, republicano de Nova York e membro da Comissão de Segurança Interna de Segurança, à Fox News na terça-feira. As informações são do jornal O Globo e de agências internacionais de notícias.

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