Quinta-feira, 27 de Fevereiro de 2020

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Brasil Presidente eleito da Argentina receberá Dilma, Haddad e Mujica em encontro internacional da esquerda

Dilma Rousseff e Fernando Haddad estão na lista do evento. (Foto: Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

O presidente eleito da Argentina, o peronista Alberto Fernández, será o anfitrião do segundo encontro do Grupo de Puebla, uma reunião de líderes e representantes de agrupações e partidos de esquerda, nos próximos dias 8, 9 e 10 de novembro, em Buenos Aires.

Estão na lista de convidados os ex-mandatários José Luis Rodríguez Zapatero (Espanha), José “Pepe” Mujica (Uruguai), Dilma Rousseff (Brasil), Ernesto Samper (Colômbia), Rafael Correa (Equador) e Fernando Lugo (Paraguai).

Entre as outras lideranças, estão Cuauhtemóc Cárdenas, fundador do mais tradicional partido de esquerda do México (o PRD) e filho do célebre Lázaro Cárdenas (1895-1970), Álvaro García Linera, vice-presidente da Bolívia, Fernando Haddad, ex-prefeito de São Paulo, e o chileno Marco Enríquez-Ominami, ex-candidato a presidente e um dos fundadores do Grupo de Puebla.

O primeiro encontro dessa nova aliança foi realizado em julho passado, na cidade de Puebla, no México, com a intenção de “abrir um espaço de reflexão e de intercâmbio político na América Latina”, segundo seu documento de fundação, que ainda fala em formular uma proposta progressista para “conter o avanço da direita conservadora”.

De acordo com Enríquez-Ominami, um dos fundadores do grupo, o segundo encontro debaterá “um novo projeto comum” com relação a como tratar a crise venezuelana, de uma forma alternativa ao modo como o Grupo de Lima (reunião de 14 países das Américas para discutir a crise no país caribenho) vem atuando.

A equipe de transição argentina confirma que o país deve tomar uma atitude diferente após a posse de Fernández, em 10 de dezembro. Será mais pró-diálogo e anti-sanções e não reconhecerá o líder opositor, Juan Guaidó, como presidente encarregado do país.

Em setembro, o Grupo de Puebla lançou um comunicado que pedia a “rejeição de qualquer tentativa de uso da força que rompa o princípio de solução pacífica das controvérsias e que possibilite uma intervenção militar na Venezuela por parte de forças estrangeiras, incluído o acionar do Tiar (Tratado Interamericano de Assistência Recíproca), um instrumento arcaico para intervenções militares em países da América Latina durante a Guerra Fria”.

Enríquez-Ominami diz que o grupo tem a intenção de “fazer com que se respeitem a soberania popular e a autodeterminação dos povos”. Nesse sentido, o chileno afirma que o encontro em Buenos Aires ocorre num bom momento porque poderá discutir os distúrbios e as eleições recentes na América Latina.

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