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Mundo Presidente eleito dos Estados Unidos escolhe general que poderá ser o primeiro negro a comandar o Pentágono

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Lloyd J. Austin coordenou operações no Iraque. Como o militar estava na ativa há apenas quatro anos, o Congresso deverá aprovar o nome

Foto: Reprodução
General de 4 estrelas da reserva tem 67 anos e teve seu nome aprovado por 93 votos a favor e 2 contrários. (Foto: Reprodução)

O presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, escolherá o general Lloyd J. Austin III para o cargo de Secretário de Defesa, informaram veículos de imprensa americanos nesta segunda-feira (07). Caso a escolha se confirme, o militar será o primeiro homem negro a chefiar o Pentágono na história.

Para ser efetivado, o general de 67 anos ainda precisará ter o nome aprovado pelo Congresso. Isso porque a lei americana estabelece que militares precisam passar por sabatina caso tenham saído da ativa em no máximo sete anos – Austin foi para a reserva há quatro anos.

O general Austin se notabilizou durante a Guerra do Iraque, da qual participou desde o início, em 2003. Após começar no posto de comandante assistente de uma das divisões de infantaria, ele chegou a liderar as forças de coalizão pró-EUA que atuaram no Oriente Médio.

Austin se aproximou de Joe Biden em 2008, quando o democrata foi eleito vice-presidente na chapa de Barack Obama. Quatro anos mais tarde, o general ocupou o posto de vice-chefe de gabinete do Exército – a segunda mais alta função na hierarquia.

Em 2013, ele assumiu o Comando Central dos EUA, e foi responsável por desenhar a estratégia de combate aos terroristas do Estado Islâmico na Síria e no Iraque.

Transição nos EUA

Mesmo diante da recusa do presidente Donald Trump em admitir a derrota nas eleições de novembro, o democrata Joe Biden segue nomeando os novos integrantes do gabinete do governo americano. Pelas nomeações, a nova Casa Branca tende a ter uma equipe mais diversa etnicamente.

Nesta segunda-feira, Biden escolheu um latino-americano para chefiar a Secretaria de Saúde, cargo essencial neste cenário de pandemia. Anteriormente, o presidente eleito já havia escalado um cubano-americano para dirigir o departamento que comanda a imigração e a segurança nas fronteiras. Além disso, o novo governo deverá ter pela primeira vez uma mulher como diretora nacional de inteligência.

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