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Brasil Michel Temer quer pacote de medidas de estímulo à economia para evitar novos cortes de gastos no Orçamento

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Segundo assessores de Temer, ainda não há definição se haverá ou não um bloqueio de verbas (Foto: Beto Barata/Divulgação)

O governo fecha nesta semana medidas de “melhoria do ambiente de negócios”, como a liberação de venda de terras a estrangeiros e de dívidas ativas da União no mercado, que podem evitar ou reduzir um novo corte de gastos do Orçamento. As medidas de estímulo da economia e de bloqueio de despesas da União em 2016 devem ser discutidas nesta terça-feira (19) pelo presidente interino Michel Temer e sua equipe econômica.

Até sexta-feira (22), o governo divulgará relatório que pode determinar a necessidade de novo contingenciamento de despesas para evitar que não seja cumprida a meta de fechar o ano com déficit de R$ 170,5 bilhões.

Segundo assessores presidenciais, ainda não há definição se haverá ou não um bloqueio de verbas. Técnicos chegaram a citar que o corte poderia chegar a R$ 20 bilhões, mas a equipe de Temer ainda avalia medidas que podem reduzi-lo ou mesmo evitá-lo.

Na lista está, por exemplo, a venda de dívida ativa da União no mercado, a chamada securitização da dívida pública. Segundo um assessor de Temer, a operação pode gerar de R$ 5 bilhões a R$ 15 bilhões para os cofres públicos. O governo talvez seja forçado a fazer novo bloqueio se essas medidas adicionais não compensarem a fraca reação das receitas neste ano (queda real de 6,1% até maio, segundo dados do governo central) e a necessidade de a União cobrir um eventual déficit de Estados e municípios.

Ao revisar a meta fiscal de 2016, o governo Temer fixou que a União pode fechar o ano com um rombo de R$ 170,5 bilhões, mas fez a previsão de que Estados e municípios teriam um superávit de R$ 6,5 bilhões – número hoje difícil de ser atingido e que tem de ser coberto pela União.

Dentro do governo, uma ala não quer fazer um corte, sob o argumento de que o déficit de R$ 170,5 bilhões seria suficiente para cobrir todas as novas despesas, como aumento de servidores e renegociação de dívidas estaduais. Já a equipe econômica não descarta o bloqueio como medida preventiva para sinalizar ao mercado de que não haverá risco de estouro do rombo de R$ 170,5 bilhões. (Folhapress)

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