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Política Presidente nacional do partido Republicanos diz que apoio a Flávio Bolsonaro não é consenso na direita e cita frase “arrogante” de Eduardo

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Presidente do partido, Marcos Pereira vê "dificuldade" do presidenciável do PL em negociar palanques e diz que Lula se mantém competitivo. (Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados)

O presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, voltou a defender uma candidatura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), ao Palácio do Planalto na sexta-feira e afirmou que o apoio da direita a Flávio Bolsonaro (PL) na corrida pela Presidência ainda não está definido. Além do chefe do Executivo paulista, Pereira citou os governadores Romeu Zema (Novo-MG), Ronaldo Caiado (União-GO) e Ratinho Júnior (PSD-PR) como possíveis alternativas para o pleito deste ano.

“Se eu pudesse escolher individualmente (seria Tarcísio), e a minha escolha pessoal nem é porque o Tarcísio e membro do Republicanos. É porque ele é competente. Ele é mais ao Centro. Mais equilibrado. Sem dúvida meu candidato seria o Tarcísio. Agora, quando se diz que a direita fecha com Flávio Bolsonaro, por enquanto não está tudo certo ainda. O Caiado tem dito que vai ser candidato, Zema e Ratinho também. Não acho que está fechado. Pelo contrário, está dividido”, afirmou Pereira à Jovem Pan na sexta.

O presidente da sigla também rebateu o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) por ter se referido a Tarcísio como “apenas um servidor” em entrevista ao Jornal da Razão na quinta-feira.

“Achei que é uma fala extremamente deselegante e arrogante. Ele (Eduardo) também é apenas o escrivão da Polícia Federal. Fugitivo. Ele está foragido nos Estados Unidos”, disse Pereira.

Na sexta-feira, Tarcísio atribuiu a ausência na visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Papudinha a uma “razão pessoal” e alegou que não se sentiu pressionado por Flávio a demonstrar apoio à sua candidatura a presidente.

“Mais enfático do que isso?”, reagiu ele, referindo-se à postura que tem adotado, ao ser perguntado sobre a desconfiança de bolsonaristas com o episódio e as cobranças por posicionamentos mais explícitos de apoio a Flávio durante a entrega de moradias populares em Embu das Artes, na região metropolitana de São Paulo.

“Não tem nada de pressão. Até porque agora a gente vai trabalhar muito em prol do Flávio Bolsonaro, não vai ter problema nenhum com relação a isso. Acho que, com o tempo, as coisas vão se acomodando. Isso é absolutamente normal. Tenho certeza que teremos uma candidatura muito competitiva”, acrescentou o governador.

Tarcísio afirmou ainda que suas declarações públicas demonstram “coerência” desde o início do mandato com a ideia de que vai concorrer a mais quatro anos no Palácio dos Bandeirantes. Porém, segundo informações do jornal O Globo, a partir de conversas com aliados, o governador se animou com a possibilidade de enfrentar Lula nas urnas e autorizou articulações nesse sentido. Ele chamou esses relatos de “especulações”.

Reação evangélica

Ainda de acordo com o jornal O Globo, a candidatura de Flávio também enfrenta resistência entre evangélicos. Segundo interlocutores, pastores influentes atendem telefonemas, aceitam conversas reservadas e mantêm canais abertos com o filho do ex-presidente, mas evitam qualquer gesto público que pareça antecipar uma sucessão.

A avaliação que circula no segmento é que o senador ainda não reúne densidade política suficiente para liderar o campo conservador em 2026 e, por isso, sua tentativa de se apresentar como herdeiro natural vem esbarrando em resistência. Procurado, Flávio não se manifestou.

O entrave ocorre num momento em que parte relevante do meio evangélico tem insistido numa alternativa para reorganizar a direita: uma chapa com Tarcísio e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), como vice. Nos bastidores, a combinação é descrita como eleitoralmente mais competitiva e com maior capacidade de mobilizar diferentes nichos, o que tem funcionado, na prática, como freio adicional ao avanço do projeto de Flávio.

Recusa de pastores

O primeiro alvo foi o pastor Silas Malafaia. Segundo interlocutores, Flávio ligou para o líder religioso com o objetivo de marcar um jantar e abrir um canal mais estruturado, mas a tentativa que não prosperou. A avaliação entre aliados é que Malafaia se dispôs a conversar, mas evitou dar qualquer sinal que pudesse ser interpretado como endosso.

A mesma tentativa se repetiu com outros polos. Flávio buscou contato com o pastor Samuel Ferreira, da Assembleia de Deus Madureira, e tentou construir pontes com pastores próximos à Universal do Reino de Deus. No entorno do senador, a leitura era de que essas conexões poderiam funcionar como atalhos para denominações com capilaridade nacional e capacidade de mobilização regional. Mais uma vez, a agenda emperrou. Um aliado resumiu o saldo como “acolhimento sem adesão”: atende, conversa, mantém a porta entreaberta – mas não entra no jogo. As informações são do jornal O Globo.

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1 Comentário
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Wilson Rodrigues Luz Rodrigues
25 de janeiro de 2026 20:32

Segundo algumas lideranças no Rio DE Janeiro, que dizem ser Evangélicos, é que o Pastor Silas Malafaia quer ser o Vice na Chpa de Flávio Bolsonaro, esse é o Boato que corre na cidade do Rio de Janeiro. Interessante é que o presidente do Partido Republicano, MARCOS PEREIRA, não citou o nome do Governador EDUARDO LEITE, que também é um forte candidato a presidente nas eleições do ano de 2026? o presidente do partidco Republicano Marcos Pereira, quer, por quer o governador Tarcísio de Freitas como candidato a presidente, por ser do seu Partido. Acontece que Tarcísio já disse ao… Leia mais »

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