Quinta-feira, 01 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 11 de novembro de 2015
Alvo de pressões de petistas e até de empresários, o ministro Joaquim Levy (Fazenda) está disposto a resistir à nova onda para tirá-lo do posto enquanto considerar que tem o apoio da presidenta Dilma dentro do governo. Apesar de se sentir isolado, Levy tem recebido da mandatária sinalizações de que mantém o apoio à sua política de ajuste fiscal como passo essencial para garantir a retomada do crescimento da economia brasileira.
Além do apoio de Dilma, o ministro da Fazenda aponta outro motivo classificado por ele como fundamental para sua permanência no governo: aprovar um Orçamento da União para 2016 que garanta um superávit primário. Dentro do Palácio do Planalto, o ministro Jaques Wagner (Casa Civil) tem dito que não há motivo para tirar Levy do cargo e que o governo vai priorizar, nesta reta final do ano, a aprovação das medidas do pacote fiscal –o que está em linha com o que defende o ministro da Fazenda.
Foi apurado, porém, que defensores de que o ministro Nelson Barbosa (Planejamento) substitua Levy estão por trás dos rumores de que estaria sendo costurada a substituição de Levy pelo ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles. Para integrantes do grupo de Lula, Dilma só vai aceitar Meirelles no lugar de Levy quando a situação econômica piorar ainda mais, com nova perda de grau de investimento, dólar em alta e quebra de empresas no país.
Alguns banqueiros acham pouco provável que Meirelles volte ao governo e interpretaram a movimentação como “fogo amigo”, uma tentativa de alas do governo interessadas em enfraquecer Levy e forçar sua saída. No Ministério da Fazenda, a avaliação é de que Levy está sendo alvo não só de petistas, mas também de empresários insatisfeitos com o corte de subsídios que garantia crédito a baixo custo do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para seus negócios.
O ministro conseguiu o apoio de Dilma para não liberar mais recursos para o BNDES, depois de cortar 30 bilhões de reais do crédito do banco, reivindicado principalmente pelo setor automotivo. Levy aceitou analisar apenas a ampliação, para o final deste mês, do prazo de adesão ao PSI (Programa de Sustentação do Investimento), que venceu em 30 de outubro. (Folhapress)
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