Sexta-feira, 19 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 9 de julho de 2021
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), deve autorizar a prorrogação da CPI da Covid na próxima terça-feira (13). A decisão, que dá mais três meses aos trabalhos da CPI, foi comunicada aos integrantes da comissão.
Com prazo inicial de 90 dias, a comissão tinha previsão de terminar em 7 de agosto. Segundo o presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), ainda não há definição sobre quando acontecerá o recesso parlamentar.
Os membros da CPI vinham pressionando pela prorrogação. O vice-presidente da CPI da Covid, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), reuniu 27 assinaturas de senadores para o pedido, número suficiente para prorrogar os trabalhos do colegiado.
De acordo com parlamentares do bloco, apesar de o requerimento prever a ampliação das atividades por mais 90 dias, é possível que o prazo adicional seja reduzido para 60 ou até 30 dias se as investigações avançarem com celeridade.
Diretora Precisa
Para terça-feira também está marcada a próxima reunião da CPI, às 9h, para ouvir o depoimento de Emanuela Medrades, diretora técnica da Precisa Medicamentos, empresa que teria feito intermediação nas negociações para compra da vacina Covaxin. A informação foi dada pelo presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), ao encerrar a reunião desta sexta-feira (9), que ouviu o consultor do Ministério da Saúde William Amorim Santana.
A convocação de Emanuela Medrades foi requerida pelos senadores Otto Alencar (PSD-BA) e Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e aprovada pela CPI em 30 de junho, quando também foi aprovada a transferência de sigilo telefônico e telemático da convocada.
“Para que seja possível esclarecer os detalhes de potencial beneficiamento da Bharat Biotech, representada no Brasil pela Precisa Medicamentos, na negociação de compra de vacinas pelo Ministério da Saúde, faz-se necessária a oitiva da Sra. Emanuela Medrades, diretora técnica de referida importadora”, afirma Alessandro em seu requerimento.
Reverendo
O vice-presidente da CPI, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), disse ser possível ouvir na quarta-feira (14) o depoimento do reverendo Amilton Gomes de Paula. Em março deste ano, o religioso recebeu aval do Ministério da Saúde para negociar a compra de 400 milhões de doses da vacina AstraZeneca em nome do governo brasileiro. Ele teria enviado proposta de venda de vacina ao ministério em nome de uma entidade não-governamental chamada Secretaria Nacional de Assistência Humanitária (Senah), conforme informou o depoente Roberto Dias na quarta-feira (7) à CPI. Ex-diretor do Departamento de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Dias acabou preso após seu depoimento.
Randolfe, que requereu a convocação de Amilton, afirma que o valor das vacinas negociadas pelo reverendo era de US$ 17,50. “Três vezes mais do que o Ministério da Saúde pagou em janeiro a um laboratório indiano. O valor também é bem maior do que o mencionado pelo policial militar Luiz Paulo Dominguetti, que se identifica como intermediário entre a Davati e o Ministério da Saúde na mesma negociação de 400 milhões de doses. Ele informou que o valor da vacina vendida era de US$ 3,50”, argumenta o parlamentar.
De acordo com Randolfe, a CPI também deve ouvir nos próximos dias o coronel Marcelo Blanco, ex-diretor-substituto de Logística do Ministério da Saúde, e José Ricardo Santana, ex-diretor da Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa). Ambos teriam participado da reunião em um restaurante sobre venda de vacinas. A presença deles foi citada tanto por Roberto Dias quanto por Luiz Paulo Dominguetti.
Dias disse que no jantar de 25 de fevereiro, no restaurante Vasto, em Brasília, o coronel Marcelo Blanco o viu no restaurante e apresentou uma proposta de 400 milhões de doses da vacina AstraZeneca. Blanco estaria acompanhado de Luiz Paulo Dominguetti. Dias informou à CPI que a proposta já havia circulado pelo ministério. E acrescentou ter informado a Blanco que só trataria do assunto em reunião formal no ministério, durante o expediente de trabalho. As informações são do jornal Extra e da Agência Senado.
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Pelo bem do Brasil, devia encerrar esta CPI.