Quinta-feira, 18 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 3 de julho de 2023
Cantora, de 48 anos, fala ainda sobre separação, gordofobia, emagrecimento e pressão estética
Foto: Reprodução/InstagramPreta Gil, de 48 anos, define como “livramento” o momento turbulento que vive atualmente, no qual enfrenta a separação do ex-marido, Rodrigo Godoy, de 34, em meio ao tratamento contra um câncer no intestino.
“Eu acredito que as coisas não acontecem por acaso na vida. Ouço muito isso das pessoas: ‘Deus não dá nada que a gente não possa aguentar e para quem não possa aguentar’. Eu acho que tudo isso aconteceu por um motivo muito importante, que é de transformação. É uma limpeza mesmo na minha vida. Uma cura em vários âmbitos. Eu não tenho nem dúvidas de que é um livramento. Acho que tudo isso junto foi necessário para que eu me curasse de tudo que está me fazendo mal”, disse a cantora em entrevista exclusiva ao portal Alô Alô Bahia.
Pouco antes se apresentar em um dos shows da turnê “Nós, a Gente” na capital baiana, no último fim de semana, Preta falou sobre os comentários que tem recebido sobre seu corpo. Ela emagreceu enquanto fazia quimioterapia, já que enjoou bastante e não conseguiu se alimentar direito. “As pessoas acham que dizer que a pessoa está magra é um elogio. E esquecem que eu emagreci porque eu estou doente, e não porque eu quis, porque fiz uma dieta. Não foi por isso”, reafirmou.
Segundo a cantora, boa parte dos comentários e mensagens nas redes sobre seu corpo refletem o discurso gordofóbico. “É um traço muito complexo, que está muito introjetado na nossa sociedade, de gordofobia. É mais uma dessas opressões que são estruturais. É muito difícil. Temos que ir falando sobre isso sempre que a gente pode, porque se vai desconstruindo e vai alertando as pessoas para que elas não repitam isso. Isso é comum, mais comum do que a gente imagina. E não está distante, está perto da gente”, opinou.
Tanto que Preta tentou se encaixar nesses padrões de beleza várias vezes. “Eu já passei por isso, eu já quis ser o que eu não sou por conta disso, de padrões que a sociedade impõe para a gente tentar se moldar. Isso acontece em qualquer meio. É uma questão da sociedade, que está em todos os lugares. A gente tem uma sociedade que é gordofóbica, onde o gordo nunca foi aceito, nunca foi visto como algo bonito. A gordura é sempre associada a doença ou a desleixo, a uma série de coisas”, comentou.
A artista passou por um longo processo de entendimento sobre o seu corpo. “É natural. Não tem outra forma. A gente é o que a gente é. A gente não pode ficar tentando se esconder, ou ter vergonha de si próprio, ou querer ser outra pessoa”, refletiu.
Devido à rotina corrida e do trabalho, a cantora já alterou algumas vezes os hábitos. “Eu tenho um estilo de vida muito corrido, com muito trabalho. Hoje tenho uma vida muito mais saudável do que tinha antes. Acho que o câncer alerta a gente para uma série de coisas que são importantes que a gente preste atenção. A gente pode ser gordo, só é importante ser ativo. A gente tem que se movimentar, tentar ter uma alimentação mais equilibrada. Todo mundo precisa. Isso tudo é uma coisa que eu sempre busquei na minha vida, mas com muitos altos e baixos”, confessou.
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