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Rio Grande do Sul Catástrofes associadas a eventos climáticos na zona rural são tema de oficina em Eldorado do Sul

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Iniciativa tem por finalidade a construção de plano comunitário para preparação e resposta. (Foto: Fernando Dias/Seapi)

O governo do Estado promoveu em Eldorado do Sul (Região Metropolitana de Porto Alegre) a primeira edição da oficina “Líderes rurais e o que fazer em desastres”. Ministrada pelo fundador da empresa Hopeful, Abner Quintino de Freitas, a atividade foi pautada pelos riscos de ocorrências como estiagem e enchentes à agricultura familiar e construção de plano comunitário de preparação e resposta a desastres.

Produtores e representantes do setor aprenderam sobre prevenção, adaptação e mitigação dos impactos de desastres causados por eventos meteorológicos extremos no primeiro de três encontros previstos no projeto, coordenado pelo Centro Estadual de Diagnóstico e Pesquisa em Saúde Animal Desidério Finamor (IPVDF) do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (DDPA/Seapi).

Colaboraram instituições de pesquisa, saúde pública, universidades e extensão rural, dentre as quais a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Sul e Associação Sulina de Crédito e Assistência Rural (Emater/RS-Ascar). A próxima oficina já tem data marcada: 14 de maio, na Câmara de Vereadores de Agudo.

“Hoje, a teoria e a prática se referem à construção de planos de contingências para famílias rurais”, comentou Freitas  ao salientar a importância de se identificar ameaças que tornam uma comunidade vulnerável. Após essa etapa, roteirizaram-se as necessidades para esse tipo de situação.

O executivo acrescentou: “O plano de contingência é o roteiro sobre como agir numa ocorrência de desastres. São três encontros até a gente construir esse plano para o setor rural. Depois, cada participante poderá replicar isso em sua comunidade”.

A empresa Hopeful é uma startup membro do Parque Científico e Tecnológico da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Desde 2017, atua na capacitação de indivíduos e instituições para que saibam como agir antes, durante e após desastres.

Coordenador do projeto, pesquisador e diretor do IPVDF, José Reck frisou que a oficina tem um significado especial: “Poder ofertar esse serviço para a comunidade atingida pela enchente de 2024 é muito importante. Nosso Instituto também foi gravemente atingido e os funcionários tiveram suas vidas afetadas. Vivemos essa situação juntos”.

Ele relatou que, logo depois da enchente, servidores do IPVDF começaram a se reorganizar para a realização de atividades em parceria com comunidades atingidas: “Surgiu uma oportunidade, com apoio financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul [Fapergs], de projeto que envolvesse a questão de resiliência climática, as áreas atingidas e propostas para poder dar uma resposta a esses acontecimentos”.

Isso envolveu uma série de ações, como visitas a propriedades rurais e comunidades atingidas, acrescenta. Foram realizadas entrevistas, coletas de amostra, diagnóstico da situação da saúde dos animais afetados pela enchente, dos animais sobreviventes e dos que perderam os animais. Estamos fazendo um grande diagnóstico de situação. Além disso, várias análises de solo, para que as práticas rurais tornem as propriedades mais resilientes.

A equipe teve contato com estratégias de outros lugares do mundo em relação a tragédias climáticas. Municípios afetadas fazem oficinas com especialistas na área de reconstrução e resiliência para falar com as comunidades, mas isso nunca era focado no público rural.

“Propusemos esse desafio de tentar construir uma oficina de reconstrução, mas que tivesse um olhar para o público rural, destinada a produtores afetados, líderes comunitários, representantes das agências de extensão, das defesas civis que estão dentro de áreas rurais”, prosseguiu. “A ideia é elaborar um material de referência também para outras comunidades, de modo que outras agências e instituições possam replicar o conhecimento em futuro breve.”

Enfrentamento

A coordenadora-adjunta do projeto e bióloga do IPVDF, Ludmila Baethgen, contou que a iniciativa partiu da necessidade de entender e enfrentar os impactos que os eventos meteorológicos extremos têm causado no Rio Grande do Sul, especialmente depois das enchentes de 2024:

“A proposta reúne pesquisadores, universidades, órgãos públicos e instituições parceiras para atuar de forma integrada, pensando na saúde das pessoas, dos animais, do meio ambiente e da produção agropecuária”.

Ludmila destacou que uma das frentes do projeto é a educação e a preparação das comunidades rurais para situações de desastres: “Essa oficina faz parte desse trabalho. A ideia é construirmos esse conhecimento junto com os produtores e lideranças rurais, compartilhando experiências e discutindo formas de prevenção, preparação e resposta frente a eventos extremos que infelizmente têm se tornado cada vez mais frequentes”.

(Marcello Campos)

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