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Brasil Primeira-dama Marcela Temer terá gabinete no Palácio do Planalto

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O governo Temer apostou no programa Criança Feliz, que visita famílias para orientações sobre desenvolvimento infantil. (Foto: Beto Barata/PR)

Efetivada como primeira-dama da República na semana passada com o impeachment de Dilma Rousseff, Marcela Temer ganhará um gabinete no Palácio do Planalto para despachar como “embaixadora” do programa social Criança Feliz, que será lançado até o fim do mês pelo governo Michel Temer. Segundo a assessoria da Presidência, ela não será remunerada pelo trabalho.

A iniciativa, sob a coordenação do Ministério do Desenvolvimento Social, terá como foco atender as crianças de até 3 anos do Bolsa Família. Agentes públicos farão visitas semanais ou quinzenais às famílias, dependendo da idade, para acompanhar o desenvolvimento dessas crianças.

“Cada município vai ter um comitê multidisciplinar, formado por médicos, pedagogos e especialistas em direitos humanos. Os visitadores serão capacitados para acompanhar a criança e orientar a família sobre como estimulá-la da melhor forma possível”, explicou o ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra.

Dois assessores do Planalto chegaram a ser realocados de salas para abrir espaço para a primeira-dama no terceiro andar do palácio, onde fica o gabinete de Temer. A sala, que tem vista para a Praça dos Três Poderes, já começou a ser preparada para receber Marcela.

Como embaixadora do Criança Feliz, caberá à primeira-dama divulgar o programa e promover eventos e reuniões com estados e municípios.

Segundo Osmar Terra, o piloto do programa deverá começar em cidades que já têm algum projeto parecido, como Pelotas (RS), Arapiraca (AL) e Petrolina (PE) com o objetivo de facilitar a capacitação das equipes de visitadores. Neste ano, a intenção do governo é atender de 3% a 5% dos municípios com o programa.

A meta, informou Terra, é ampliar esse percentual para 40% a 50% dos municípios brasileiros em 2017 e chegar a 100% em 2018. “O orçamento final, em 2018, deverá chegar a R$ 1,7 bilhão”, destacou o ministro. (Fernanda Calgaro/AG)

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