Domingo, 14 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 13 de dezembro de 2015
O governo avalia a possibilidade de adiar o primeiro leilão de energia de 2016, do tipo A-5, que negociará contratos para o início de fornecimento de energia para 2021. A ideia é suspender o evento e passá-lo para fevereiro, março ou abril.
Um dos motivos para o adiamento é o efeito da greve dos funcionários da EPE (Empresa de Pesquisa Energética), que terminou na última semana depois de quase um mês de paralisação. O movimento dos funcionários da estatal afetou a análise de mais de 1 mil empreendimentos cadastrados na disputa do certame.
O número total de projetos, que somaram 47,6 MW (megawatts) de capacidade instalada, é considerado recorde nacional e mundial, segundo o presidente da EPE, Maurício Tolmasquim.
Outro motivo cogitado para a possível suspensão é a falta de licença ambiental prévia para as hidrelétricas. Dos seis empreendimentos do tipo inscritos no leilão, apenas um, o de Davinópolis, de 74 MW, localizado entre Goiás e Minas Gerais, tem aval do órgão ecológico, um documento obrigatório para participar da licitação.
O terceiro motivo, mais complicado, é a ausência de demanda energética pelas distribuidoras devido a atual desaceleração da economia brasileira, o que reduz a necessidade premente de contratação de energia em leilão. O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico se reuniu na última semana e baixou novamente a previsão de exigência de energia.
Se a decisão for confirmada, será a segunda vez que o governo adia o leilão A-5. O certame estava previsto para ocorrer no dia 29 de janeiro, mas foi transferido para 5 de fevereiro. O Ministério de Minas e Energia informou que continuará trabalhando com o cronograma divulgado até o momento. (AG)
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