Quinta-feira, 09 de Abril de 2020

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Mundo “Só os fanáticos negam o aquecimento global”, afirma o primeiro-ministro da Espanha

Pedro Sánchez fez a declaração na abertura da conferência da ONU

Foto: Reprodução/Twitter
Pedro Sánchez fez a declaração na abertura da conferência da ONU. (Foto: Reprodução/Twitter)

O primeiro-ministro interino da Espanha, Pedro Sánchez, afirmou que “somente um pequeno grupo de fanáticos nega as evidências” do aquecimento global. A declaração foi feita nesta segunda-feira (02) em seu discurso durante a abertura da conferência do clima da ONU (Organização das Nações Unidas), a COP 25. Ele não mencionou nomes de pessoas ou países específicos.

Na abertura do evento, que dura duas semanas e ocorre em Madri, na Espanha, Sánchez declarou que os “fatos alternativos” precisam ser combatidos com ações – conforme informações da agência Associated Press.

“Não existe nenhum muro que possa proteger nenhum país, por mais forte que seja”, afirmou Sánchez, numa referência indireta à proposta do presidente americano, Donald Trump, de construir um muro para impedir a entrada de migrantes do México nos Estados Unidos.

Trump retirou os Estados Unidos do Acordo de Paris e não compareceu à COP 25. O acordo, assinado em dezembro de 2015, criou metas para que os países consigam manter o aquecimento global abaixo de 2ºC, buscando limitá-lo a 1,5ºC. Os países ricos devem garantir um financiamento de US$ 100 bilhões por ano, e os compromissos deverão ser revistos a cada 5 anos.

Sánchez defendeu que a Europa deve liderar os esforços para redução das emissões de carbono na atmosfera. Ele também disse que não se pode ignorar a participação das mulheres na ciência. E pediu que sejam reconhecidos “os limites físicos do meio ambiente”.

O líder do Partido Socialista espanhol, que está tentando obter apoio no Parlamento para permanecer no governo, ofereceu seu país para sediar a conferência do clima após o Chile anunciar que não teria condições de recebê-la, por causa da onda de protestos contra o presidente Sebastián Piñera. O Brasil também se recusou a sediar a COP 25 por motivos financeiros.

Estados Unidos

A presidente da Câmara de Representantes dos Estados Unidos, Nancy Pelosi (Partido Democrata), reafirmou nesta segunda-feira (2) na COP 25 o apoio dos americanos ao Acordo de Paris, apesar da retirada do pacto climático realizada por Donald Trump.

Pelosi e um grupo de 15 membros Democratas do Congresso se encontram em Madri para a reunião sobre o clima da Organização das Nações Unidas (ONU). Foi um gesto político forte, um mês após o presidente americano oficializar a saída de seu país do Acordo de Paris.

“Estamos aqui para dizer a todos vocês, em nome da Câmara de Representantes e do Congresso dos Estados Unidos, que continuamos envolvidos”, disse Pelosi, em coletiva de imprensa prévia ao lançamento oficial da COP 25.

Suas palavras foram recebidas com aplausos pelos presentes, entre eles vários chefes de Estado e de governo. Pelosi disse estar “orgulhosa” do compromisso dos congressistas que a acompanhavam.

“No topo de sua agenda, reconhecem o papel dos Estados Unidos para salvar o planeta para as futuras gerações. É uma missão, uma paixão, um enfoque baseado na ciência”, disse.

Ele lembrou que as mudanças climáticas, uma “ameaça existencial”, podem resultar em problemas de saúde pública, econômicos e de segurança nacional. “Temos uma responsabilidade moral com as futuras gerações de deixar para eles um planeta em melhor estado, no melhor estado possível”, insistiu Pelosi.

 

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