Sexta-feira, 14 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 9 de abril de 2018
As pessoas que têm horário agendado na sede da PF (Polícia Federal) em Curitiba (PR) estão entrando no local em grupos a cada dez minutos. Esse procedimento foi adotado nesta segunda-feira (09), primeiro dia útil depois da prisão do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Apenas quem tem horário agendado ou que comprovadamente vai utilizar um dos serviços prestados pela PF é autorizado a passar pelo bloqueio montado no entorno da Superintendência da corporação pela PM (Polícia Militar). A situação seguirá desse jeito por tempo indeterminado, assim como o bloqueio. O policiamento na região foi reforçado.
Desde a noite de sábado (07), com a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva da Silva (PT), policiais militares fecharam ruas próximas à superintendência, no bairro Santa Cândida.
Policiais militares e agentes da PF fazem triagem do público que deverá apresentar documento de identificação e protocolo de atendimento, informou a PF. A orientação é para que as pessoas não procurem a corporação, nos próximos dias, caso necessitem apenas de uma informação.
Prisão de Lula
Lula está cumprindo pena por corrupção e lavagem de dinheiro em uma sala especial na PF. O petista foi condenado a 12 anos e um mês de prisão no caso do triplex em Guarujá (SP). Ele é o primeiro ex-presidente do Brasil condenado por crime comum.
Por ordem do juiz federal Sérgio Moro, o ex-presidente ficará preso em uma sala especial de 15 metros quadrados, no quarto andar do prédio da PF, com cama, mesa e um banheiro de uso pessoal. Também foi autorizada a instalação de um TV no local.
O bloqueio
Depois da confusão que houve no sábado à noite, envolvendo policiais e manifestantes contrários à prisão do ex-presidente Lula, a PM bloqueou os cruzamentos que ficam no entorno do prédio da PF. Oito pessoas se feriram no tumulto, sendo três crianças.
Uma decisão judicial, concedida pela Justiça Estadual do Paraná, proíbe a passagem de veículos e pessoas não autorizados e a montagem de estruturas e acampamentos próximos à Superintendência da PF. O chamado interdito proibitório foi solicitado pelo município de Curitiba e concedido pelo juiz substituto Ernani Mendes Silva Filho.
Negociação
A avaliação interna na PF é de que, apesar do atraso, foi um sucesso a operação de negociação que levou o ex-presidente Lula a se entregar às autoridades para cumprir a pena imposta a ele pela Justiça Federal. O sentimento agora é de alívio.
O maior temor entre os policiais envolvidos na operação era o de um confronto no Sindicado dos Metalúrgicos do ABC paulista, em São Bernardo do Campo, no sábado. No meio da tarde, temeu-se o pior – o de que a situação terminasse com pessoas feridas –, já que o ex-presidente acabou impedido de deixar o local por seus simpatizantes, enquanto, ao mesmo tempo, a PF ainda precisava cumprir o mandado de prisão expedido pelo juiz federal Sérgio Moro.
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