Terça-feira, 29 de setembro de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
21°
Light Rain

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil Procurador do Tribunal de Contas da União pede o afastamento temporário dos presidentes da Caixa e Banco do Brasil

Compartilhe esta notícia:

Pedro Guimarães e Fausto Ribeiro teriam cometido abuso de poder em relação à Federação Brasileira de Bancos. (Foto: EBC)

Nesta quarta-feira (8), o subprocurador-geral do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MPTCU), Lucas Furtado, apresentou um pedido para que o órgão afaste temporariamente de seus cargos os presidentes da Caixa, Pedro Guimarães, e do Banco do Brasil, Fausto Ribeiro. Motivo: suposto abuso de poder em relação à Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

A presidente da Corte de contas, ministra Ana Arraes, foi a destinatária da solicitação para que ambos os afastamentos sejam determinados e mantidos até que o tribunal decida sobre a questão. Um dos trechos da representação diz o seguinte:

“(…) seja adotada medida cautelar determinando o afastamento tanto do presidente da Caixa Econômica Federal, senhor Pedro Guimarães, quanto do Banco do Brasil, senhor Fausto de Andrade Ribeiro, uma vez que demonstraram que o motor das decisões tomadas na condução das instituições que dirigem possui forte viés político, em afronta ao esperado zelo pelo interesse público e não do governo de plantão”.

Entenda

O caso começou quando a Caixa e o Banco do Brasil ameaçaram se desfiliar da Febraban por entender que o teor do texto “A Praça é dos Três Poderes”, capitaneado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), seria crítico ao governo de Jair Bolsonaro.

Conforme reportagem citada pelo procurador na peça, o presidente da Caixa chegou a ameaçar os bancos privados de perder negócios com o governo se assinassem o manifesto da Fiesp.

O manifesto ainda não foi publicado. A Febraban reafirmou o apoio ao texto e deu o assunto como encerrado, assim como o Banco do Brasil. O ministro da Economia, Paulo Guedes, chegou a dizer que tudo parecia estar “amansado”.

De acordo com Furtado, o episódio mostra “claro posicionamento político” dos dois presidentes o que afrontaria os princípios constitucionais de impessoalidade, moralidade e o artigo da Lei da Estatais que fala em abuso de poder.

Na representação, o procurador alegou que não há justificativa técnica para que os bancos públicos tenham ameaçado as instituições privadas.

“Os dispositivos legais citados têm por objetivo controlar o arbítrio dos dirigentes das instituições, dentre eles o excesso de interferência do governo sobre as decisões corporativas da empresa”, apontou Furtado, que também pediu pela apuração do caso. Ela prosseguiu:

“Isso porque as companhias têm suas próprias responsabilidades e sua personalidade jurídica não se confunde com a personalidade jurídica da União e, menos ainda, com os voluntarismos dos ocupantes momentâneos do Poder Executivo”.

tags: em foco

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Nasa e SpaceX já têm data prevista para lançamento da missão Crew-4
Twitter testa “visual do Instagram” para fotos e vídeos
Pode te interessar