Sexta-feira, 16 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 25 de outubro de 2015
À frente da Operação Lava-Jato, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, avisou os políticos brasileiros, após ter sido questionado sobre as investigações relativas ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ): “Não adianta esconder bens fora do Brasil porque a cooperação internacional intensa permite identificar esses valores e sua recuperação”.
O recado do procurador-geral elevou o grau de apreensão em Brasília, principalmente entre os parlamentares e demais políticos citados na operação, comandada pelo MP (Ministério Público) e pela PF (Polícia Federal). No início deste mês, as autoridades da Suíça enviaram ao Brasil dados sobre mais de cem contas secretas abertas no país europeu que movimentaram até 20 bilhões de reais relacionados aos desvios na Petrobras.
Para reforçar seu aviso, Janot usou o exemplo da extradição do ex-diretor de marketing do BB (Banco do Brasil) Henrique Pizzolato, que retornou na sexta-feira ao País. Ele era o único dos condenados do mensalão, ainda em 2012, que não havia sido preso. O procurador-geral ressaltou que as decisões da Justiça brasileira valem além das fronteiras nacionais, seja para os que fogem para evitar o cumprimento de penas, seja para aqueles que escondem dinheiro e bens de valor no exterior.
A extradição de Pizzolato é a primeira de um cidadão italiano para o Brasil. Para Janot, a volta do condenado do mensalão servirá como precedente para outros procedimentos a partir da UE (União Europeia). (AE)
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