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Política Procuradoria-Geral da República defende pesquisa que mede efeitos do Banco Master sobre Flávio

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A decisão final sobre a validade da pesquisa ainda será analisada pelo plenário do TSE.

Foto: Beto Barata/Divulgação
A decisão final sobre a validade da pesquisa ainda será analisada pelo plenário do TSE. (Foto: Beto Barata/Divulgação)

A Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE), órgão vinculado à Procuradoria-Geral da República (PGR), manifestou-se contra a suspensão de uma pesquisa eleitoral da AtlasIntel que avaliou os impactos do caso Banco Master sobre a imagem e o desempenho eleitoral do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado como um dos possíveis candidatos da direita à Presidência da República em 2026. A manifestação foi encaminhada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e contraria decisão tomada anteriormente pelo presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques.

A controvérsia começou após o Partido Liberal questionar o levantamento realizado pela AtlasIntel. A legenda argumentou que a metodologia utilizada pelo instituto teria induzido os entrevistados a formular uma percepção negativa sobre Flávio Bolsonaro ao apresentar informações relacionadas ao escândalo envolvendo o Banco Master e o empresário Daniel Vorcaro. Com base nesse argumento, Nunes Marques determinou a suspensão da divulgação da pesquisa no início de junho.

O levantamento procurava medir o impacto político de áudios divulgados pela imprensa nos quais Flávio Bolsonaro aparece cobrando recursos milionários de Vorcaro para financiar a produção do filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O senador reconheceu a autenticidade das gravações, mas sustenta que as negociações ocorreram dentro da legalidade e sem qualquer contrapartida política.

No parecer enviado ao TSE, o vice-procurador-geral eleitoral Alexandre Espinosa afirmou que não existem elementos suficientes para justificar a manutenção da decisão que barrou a pesquisa. Segundo ele, a Justiça Eleitoral deve atuar de forma excepcional em casos envolvendo levantamentos de opinião pública, interferindo apenas quando houver provas concretas de quebra da imparcialidade ou da metodologia científica adotada.

A Procuradoria também argumentou que é natural que institutos de pesquisa abordem temas politicamente sensíveis ou de grande repercussão nacional, especialmente durante períodos pré-eleitorais. Para o órgão, a simples insatisfação de candidatos ou partidos com o conteúdo das perguntas não é motivo suficiente para impedir a divulgação de um levantamento regularmente registrado.

Outro ponto destacado pela defesa da AtlasIntel é que as perguntas relacionadas ao caso Banco Master teriam sido apresentadas apenas após a coleta das intenções de voto. De acordo com o instituto, isso impediria qualquer interferência direta nos resultados eleitorais principais obtidos na pesquisa. A empresa sustenta que utilizou fatos públicos amplamente divulgados pela imprensa e observou os critérios técnicos previstos na legislação eleitoral.

A decisão final sobre a validade da pesquisa ainda será analisada pelo plenário do TSE. O caso ganhou relevância por envolver um dos principais nomes cotados para representar o campo conservador na disputa presidencial de 2026 e por levantar discussões sobre os limites da atuação da Justiça Eleitoral em pesquisas de opinião.

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