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Últimas Produção de veículos no Brasil caiu 7% em novembro, dizem as montadoras

As exportações também caíram, 7,9%. Comparação é com o mesmo mês do ano passado

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
As exportações também caíram, 7,9%. Comparação é com o mesmo mês do ano passado. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A produção de veículos no Brasil caiu 7,1% no último mês de novembro, segundo números divulgados nesta quinta-feira (05) pela Anfavea (associação das fabricantes). A comparação é com o mesmo mês de 2018. De acordo com a entidade, foram produzidos 227.455 autoveículos (veículos leves, caminhões e ônibus) no último mês, contra 244.771 no mesmo período do ano passado.

Considerando o mês anterior (outubro), a queda foi ainda maior: 21,2%. Quando os números acumulados de janeiro a novembro são comparados, porém, houve crescimento de 2,7% – de 2.702.306 em 2018 para 2.774.484 em 2019.

Segundo o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes, a produção total neste ano registrará crescimento de 2% a 3%, na comparação com 2018.

Vendas

As vendas de veículos subiram 5% em relação a 1 ano atrás, conforme já tinha sido divulgado pela federação dos concessionários (Fenabrave) na última segunda (2).

A média diária de vendas em novembro foi a melhor do ano, segundo a Anfavea.

Além disso, o acumulado, de janeiro a novembro, superou as vendas totais, de 12 meses, de 2016 e de 2017.

Exportações ainda caem

O número de veículos montados que são enviados para fora do Brasil continua caindo, especialmente pela crise na Argentina, principal comprador da indústria brasileira.

Comparando novembro deste ano e novembro de 2018, a queda foi de 7,9%. Na comparação com outubro, houve crescimento de 5,9%.

De janeiro a novembro, o número de veículos exportados foi 33,2% menor.

Moraes disse que, a despeito da crise, a Argentina continua a ser o maior parceiro do Brasil, “especialmente no setor automotivo”. Segundo ele, o governo brasileiro tem trabalhado para fechar um acordo de intercâmbio comercial com o Paraguai.

Em relação à receita obtida com as exportações de veículos, o setor registrou US$ 511,2 milhões em novembro e US$ 6,44 bilhões no acumulado do ano.

Empregos

O número de empregados na indústria automotiva caiu 3,7%, na comparação com 1 ano atrás e fechou o mês com 126,4 mil. A Ford fechou a fábrica de São Bernardo do Campo (SP) no último dia 30.

Ela empregava 2.350 funcionários no começo do ano. Desses, apenas mil, que são da área administrativa, foram mantidos.

Até novembro, a fábrica só estava produzindo caminhões. O Fiesta, único carro de passeio que era feito no local, teve a produção desativada em junho, o que levou ao corte de 750 funcionários.

Com o fim da linha de caminhões, outros 600 trabalhadores foram dispensados.

Otimismo moderado

A associação divulgará as previsões de produção, vendas e exportação de veículos para 2020 no dia 7 de janeiro. Moraes disse que o setor mantém um “otimismo moderado” em relação à economia.

A tendência é 2020 começar num patamar melhor”, disse o presidente da Anfavea ao Valor Econômico.

O dirigente comemorou o crescimento do PIB, de 0,6% no terceiro trimestre. “Não é um ‘pibão’, mas confirma a nossa expectativa”, disse.

Segundo ele, para fazer os cálculos em relação à atividade econômica, os fabricantes de veículos costumam se basear nas visitas a concessionárias e conversas com consumidores. “E não nos economistas da Faria Lima”, acrescentou, referindo-se ao local que abriga parte do centro financeiro paulista.

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