Terça-feira, 23 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 24 de setembro de 2019
Ao longo deste mês, os empreendimentos agroindustriais voltados para a produção de queijo artesanal serrano (também conhecido pela sigla QAS) no Rio Grande do Sul têm recebido orientações da Seapdr (Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural) sobre a obtenção do “Selo Arte”. Trata-se de uma certificação instituída em 2019 por meio de um decreto federal para permitir a venda de alimentos artesanais em nível nacional.
Antes desta medida, os produtos com inspeção sanitária municipal só podiam ser comercializados em âmbito local. Segundo a Seapdr, atuam hoje no Estado 110 produtores de queijo, dos quais possuem o perfil reconhecido pela etiqueta, que em breve também contemplará mel e embutidos – o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento já estuda a expansão da lista.
O zootecnista Jaime Eduardo Ries, da Emater (Empresa Brasileira de Extensão Rural), ressalta que o “Selo Arte” não é importante apenas por permitir o comércio em nível nacional. De acordo com ele, há um segundo motivo a se destacar: ressaltar produtos com características diferenciadas, por serem elaborados de maneira artesanal, a partir de agricultores familiares na propriedade de origem, com processos mais manuais, menos industrializados e com índices mais baixos de aditivos.
Interessados em obter esses status devem entrar em contato com o Departamento de Agricultura Familiar da Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural. “Antes de enviar a solicitação, é recomendável que o produtor se informe junto aos escritórios municipais da Emater sobre os pré-requisitos”, salienta Jaime Eduardo Ries.
Definição
De forma resumida, entende-se por “queijo artesanal serrano” o produto feito com leite não pasteurizado proveniente de animais de raças de corte e que recebem alimentação à base de pastagens naturais. Para muitos agricultores, a produção e venda do QAS tem sido importante, devido à redução das receitas provenientes da venda de animais. A legislação sobre o segmento, porém, é recente.
(Marcello Campos)
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