Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 7 de outubro de 2015
As primeiras informações da investigação sobre a morte de Priscila de Goes Pereira, 38 anos, indicam que ela foi executada. A professora de Geografia foi encontrada morta dentro do carro, perto do metrô de Maria Da Graça, na zona norte do Rio. De acordo com a divisão de homicídios da polícia carioca, nada foi roubado e sete tiros foram desferidos contra ela à queima-roupa.
Criminoso conhecia a vítima.
Segundo o delegado responsável pelo caso, Daniel Rosa, há indícios de que o criminoso conhecia a rotina da vítima. “Ele a atacou no momento em que ela se maquiava, no local onde ela sempre deixava o carro antes de pegar o metrô para ir ao trabalho”, explica o delegado.
A polícia recolheu imagens de câmeras próximas ao local do crime. Já se sabe, no entanto, que nenhuma dos equipamentos estavam apontados para o carro da professora. Testemunhas contaram que o bandido fugiu correndo e não teriam condições de o identificar, porque não viram seu rosto com clareza. Parentes e colegas de trabalho já prestaram depoimento. O inquérito para apurar as circunstâncias da morte já foi instaurado.
Carreira extensa.
Priscila era divorciada, tinha uma filha de 7 anos e um currículo extenso na atuação em órgãos públicos. Em 2006, ela se formou em Geografia pela Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro). Entre 2007 e 2009, ela trabalhou como consultora e assessora técnica do Ministério da Integração Nacional na Secretaria de Políticas de Desenvolvimento Regional.
No mesmo ano, ela começou a trabalhar como assessora e coordenadora na Secretaria Estadual de Obras. Em 2010, ela fez doutorado em Planejamento Urbano e Regional na Universidade Federal do Rio de Janeiro e ainda deu aulas de Geografia na Uerj. (AG)
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