Terça-feira, 26 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 7 de outubro de 2015
Flávio Augusto da Silva é uma figura nada convencional. Hoje um dos mais jovens bilionários brasileiros, ele começou aos 23 anos quando fundou uma escola de inglês, a WiseUp, sem falar uma palavra em inglês. Em 2013, a Wise Up foi vendida por 877 milhões de reais. No mesmo ano, comprou um clube de futebol profissional nos Estados Unidos, o Orlando City Soccer Club, que hoje é avaliado em 325 milhões de dólares. Em seu livro, “Geração de Valor” (Editora GMT, 208 páginas, preço sugerido: 39,90 reais), Silva compartilha informações e sugestões para quem quer seguir o caminho do empreendedorismo e enumera os hábitos frequentes dos “perdedores”. Confira.
1. Reclamam quando é segunda-feira e torcem para chegar logo a sexta-feira.
Os perdedores odeiam trabalhar. Tudo na vida deles se resume à busca de um novo parceiro para uma aventura sexual em um fim de semana. Por isso, a balada é sagrada e, é assim, de noite em noite, que eles levam a vida.
2. Não gostam de assumir compromissos.
Os perdedores são aficionados pela, ainda que falsa, sensação de independência. Entregar-se a um relacionamento, comprometer-se no trabalho e lutar por uma meta, sacrificando-se em prol de um objetivo maior, faz com que se sintam escravizados.
3. Suas decisões são influenciadas muito mais pelo medo de perder do que pela vontade de ganhar.
Diante do medo natural que todos nós sentimos, os perdedores, em vez de enfrentá-lo, se acovardam. Resultado: não se frustram de imediato, porém não conquistam nada. A longo prazo, eles sentem-se vítimas do sistema ou acham que não tiveram oportunidades.
4. Desistem diante das primeiras dificuldades.
Os perdedores são especialistas em manipular a si mesmos, criando teses convincentes para desistirem de seus objetivos. Tudo isso para fugir das dificuldades. Uma de suas teses preferidas é: “Não me sinto feliz fazendo isso”. Toda atividade profissional que promove crescimento é desafiadora. E os desafios geram desconforto. Diante disso, os perdedores usam suas teses para correr dos desafios. Resultado: eles não crescem.
5. Como não realizam nada, a única coisa que lhes resta é o hábito da autoafirmação.
Perdedores são orgulhosos, falam e defendem suas convicções sem nenhuma autoridade, e na hora H fogem da raia. Não é pouco comum vê-los se autoafirmando quanto às suas grandes habilidades e competências que nunca colocam em prática.
6. São reféns de seus sentimentos.
Os sentimentos, quando não são gerenciados, passam a controlar a nossa vida. O desenvolvimento da inteligência emocional faz com que dominemos essas demandas para fazer as melhores escolhas. Os perdedores são jogados de um lado para o outro por seus sentimentos. Uma de suas frases preferidas é: “Por ser autêntico, não controlo o que está em meu coração”.
7. Acreditam que dependem da sorte para vencer.
Acreditar que é preciso sorte para vencer é uma das maiores anestesias para a consciência de um perdedor. Quem cultiva hábitos de perdedor, consequentemente, jamais poderá colher os resultados de um vencedor. Nesse caso, é mais confortante se sentir sem sorte ou azarado, pois alivia a dor e desenvolve um sentimento de autopiedade típico dos perdedores. Quando ouvem de alguém que seus resultados são fruto de suas próprias escolhas, sua resposta preferida é: “Não é bem assim”. A propósito, os perdedores são especialistas na relativização do absoluto ao mesmo tempo que generalizam o relativo.
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