Terça-feira, 26 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 5 de outubro de 2020
O Brasil começou nessa segunda-feira (5) a etapa de testes clínicos para avaliar se a vacina contra o bacilo Calmette-Guérin (BCG), originalmente usada contra a tuberculose, também é eficaz para evitar o contágio ou as formas graves da covid-19.
Durante os próximos dois meses, 1.000 profissionais de saúde serão recrutados e vacinados. Depois serão monitorados pelo período de seis meses a um ano, para a coleta de dados.
Caso fique comprovado que essa vacina ajuda a combater a covid-19, ela poderá ser oferecida à população. Segundo os pesquisadores, porém, não se trata de uma substituta para a vacina contra o coronavírus – seria um novo meio de tentar combater a covid-19 enquanto a vacina própria não for descoberta e aplicada em larga escala.
Participam dessa fase de testes o Hospital Pedro Ernesto, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), o Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e o Hospital Municipal Francisco Moran, em Barueri (Região Metropolitana de SP).
Para esse projeto, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações investiu R$ 1 milhão em recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico na compra de insumos para a execução das rotinas clínicas e laboratoriais e equipamento de informática para registro e análise de dados. Também houve composição e capacitação da equipe para executar o estudo.
A BCG é uma vacina aplicada nas crianças logo após o nascimento, para prevenir formas graves de tuberculose. No Brasil, é obrigatória desde 1976.
A investigação sobre a eficácia da BCG no combate ao coronavírus partiu da constatação de que países onde a vacina é aplicada frequentemente apresentaram menor incidência de covid-19 em comparação com países que suspenderam o uso da BCG universal (devido à ausência de casos de tuberculose), como os Estados Unidos, a Espanha e a Itália.
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