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Brasil Partidos Progressistas e União Brasil pressionam por desembarque do governo Lula

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O texto é assinado pelo presidente nacional do Progressistas, Ciro Nogueira, e pelo presidente do União Brasil, Antonio Rueda.(Foto: PP/Divulgação)

O União Brasil e o Progressistas (PP) se preparam para oficializar a federação entre os partidos. Nesta terça-feira, 19, os dirigentes das siglas vão se reunir em Brasília para aprovar o estatuto da federação e ratificar a aliança. Além das formalidades, o encontro deve tratar do possível desembarque do governo Lula.

Desde o anúncio da federação União Progressista, em abril, lideranças das duas legendas têm defendido o rompimento com a gestão petista. À época, o vice-presidente do União Brasil, Antônio Carlos Magalhães Neto, o ACM Neto, defendeu que a saída do governo ocorresse logo após a formalização da federação.

O desembarque, no entanto, enfrenta resistência de setores mais pragmáticos, já que União Brasil e Progressistas controlam quatro ministérios, além de cargos no segundo escalão e diretorias de estatais, como a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf).

Mesmo entre aqueles que defendem a entrega dos cargos, há um entendimento de que essa decisão não será tomada no encontro, devendo se arrastar pelos próximos meses. Enquanto isso, cresce a pressão sobre os ministros da federação que, de um lado, são pressionados por correligionários a deixar o governo e, de outro, pelo próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a defender publicamente a gestão.

Pressão do União mira ministro filiado, não indicações pessoais

O deputado José Nelto (União-GO) espera que a reunião desta terça funcione como um ultimato aos ministros do partido.

Na prática, a sigla comanda três pastas: Comunicação; Integração e Desenvolvimento Regional; e Turismo. Porém, os dois primeiros ministérios são chefiados, respectivamente, por Waldez Góes e Frederico Siqueira, que, embora indicados pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), não são filiados ao partido. Já o Turismo está sob o comando do deputado Celso Sabino (União-PA).

Segundo Nelto, os titulares da Comunicação e da Integração e Desenvolvimento Regional não podem ser considerados ministros do União, mas, sim, indicações pessoais de Alcolumbre. Já Sabino, que realmente é filiado à legenda, acaba sendo o principal alvo das pressões de correligionários para entregar o cargo.

Congressistas do União ouvidos pela reportagem sugerem que, caso decidam manter seus cargos, os ministros adotem uma posição de independência, já que não são filiados ao partido e, por isso, a federação não poderia obrigá-los a pedir demissão.

Apesar da possibilidade, o deputado Dr. Zacharias Calil (União-GO) considera “antiético” e “imoral” manter cargos no governo federal quando o partido tem um candidato à Presidência da República. Em abril, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), lançou a sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto.

“Isso é enganar a população. Chegar na eleição e dizer que é oposição depois de passar meses compondo o governo”, afirmou Calil. Essa avaliação é compartilhada por outros membros do partido, que argumentam que seria um erro “entrar no ano eleitoral com as digitais no governo Lula”.

 

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