Domingo, 03 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 2 de maio de 2026
O Irã apresentou uma proposta que foi rejeitada pelo presidente dos EUA, Donald Trump. O plano previa reabrir o tráfego comercial no Estreito de Ormuz e encerrar o bloqueio naval na região, com as hostilidades imediatas encerradas e as discussões sobre o programa nuclear adiadas para uma etapa posterior.
Segundo a proposta, a guerra terminaria com garantias de que Israel e os EUA não atacariam o Irã novamente. O Estreito de Ormuz abriria imediatamente e os EUA encerrariam o bloqueio aos portos iranianos. As restrições ao programa nuclear ficariam para uma fase posterior, em troca do fim das sanções.
Em resumo, o plano estabelecia que:
• a guerra terminaria com garantias de que Israel e EUA não atacariam o país novamente;
• o Irã abriria o Estreito de Ormuz imediatamente;
• os Estados Unidos encerrariam o bloqueio aos portos iranianos;
• as discussões sobre restrições ao programa nuclear seriam realizadas em uma fase posterior, em troca do fim das sanções econômicas.
O impasse ocorre quatro semanas após EUA e Israel terem suspendido uma campanha de bombardeios contra o Irã. Até o momento, não houve acordo para encerrar o conflito, que já causou interrupção significativa no fornecimento global de energia.
Há mais de dois meses, o Irã bloqueia quase todo o transporte marítimo no Golfo Pérsico, permitindo apenas a circulação de suas embarcações. No mês passado, Washington impôs contrabloqueio a navios que partem de portos iranianos.
Trump afirmou na sexta-feira, 1º de maio de 2026, na Casa Branca, que não está satisfeito com a oferta iraniana, sem detalhar pontos rejeitados. O presidente disse que o Irã estaria pedindo itens que não poderia aceitar.
Condição dos EUA
Washington mantém a postura de que não encerrará a guerra sem um acordo que garanta que o Irã nunca obterá uma arma nuclear — o principal motivo alegado por Trump ao lançar os ataques em fevereiro. O Irã, por sua vez, reitera que seu programa nuclear tem fins pacíficos.
Sob condição de anonimato, uma autoridade iraniana afirmou à Reuters que o governo acredita que a proposta de “fatiar” o acordo — separando a crise marítima da questão nuclear — seria um passo significativo para facilitar o entendimento.
“Neste modelo, as negociações sobre a questão nuclear, que é mais complexa, seriam movidas para a etapa final para criar uma atmosfera mais favorável”, explicou o oficial. O novo cronograma teria sido enviado formalmente aos Estados Unidos através de mediadores internacionais. (As informações são do g1)
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