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Política PT já admite, nos bastidores, não conseguir formar um bloco alternativo ao de Arthur Lira em sua candidatura à reeleição para presidente da Câmara dos Deputados

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Partido do presidente abriu negociações para fazer parte de um rodízio que inclui o rival PL no comando das principais comissões da Casa: a de Constituição e Justiça (CCJ) e a de Orçamento

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
Sem base aliada sólida, governo avaliou que não pode abrir mão do partido. (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

A poucos dias da eleição na Câmara, o PT já admite, nos bastidores, não conseguir formar um bloco alternativo ao de Arthur Lira (PP-AL) e abriu negociações para fazer parte de um rodízio que inclui o rival PL no comando das principais comissões da Casa: a de Constituição e Justiça (CCJ) e a de Orçamento. O PL já demonstrou interesse em comandar a CCJ no segundo e no terceiro ano do governo Lula, acreditando ser improvável qualquer pressão sobre o presidente antes disso. União Brasil e PP completariam a rotação, de olho principalmente no Orçamento. Petistas creem que não conseguirão formar um bloco próprio porque não têm segurança do apoio de União e PSD, embora as duas siglas tenham ministros no governo Lula.

“Vamos ter que conviver com o PL porque eles fizeram 99 deputados. Mas estamos trabalhando para ter maioria no plenário e nas comissões”, disse o futuro vice-líder do governo na Câmara, Rubens Jr. (PT-MA).

Como remédio, o PT prepara discurso para explicar a convivência com o PL na divisão de cargos. Dirá que quem aderiu ao grupo foram os bolsonaristas, e são eles que devem se explicar. Durante o governo Bolsonaro, o PT não aceitou integrar o bloco governista.

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