Quinta-feira, 18 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 3 de junho de 2017
Apesar do discurso em defesa de eleições diretas, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e dirigentes petistas consideram improvável que o Congresso Nacional aprove uma proposta de emenda constitucional autorizando sua realização. Outro empecilho, segundo integrantes do PT, é o curto espaço de tempo disponível até as eleições de 2018. Mesmo assim, o partido continuará defendendo essa saída para o país, como forma de mobilizar sua militância e de se manter próximo dos movimentos sociais. “Queremos é aglutinar forças para 2018”, disse um integrante da Executiva Nacional do PT.
Em seu discurso na abertura do 6º Congresso do partido, Lula descartou a participação do PT em eventual eleição indireta, mas mirou nas eleições de 2018: “Dois mil e dezoito está longe para quem não tem esperança. Para nós está logo aí e já começou”, disse o ex-presidente.
Temendo ser punido pela Justiça Eleitoral por campanha antecipada, o PT desistiu de lançar a candidatura de Lula à presidência da República no 6º Congresso. A saída encontrada pelo partido foi anunciar que lutará para que Lula não seja impedido de disputar. Réu em cinco ações penais, Lula corre o risco de virar ficha suja e assim não poderia concorrer.
A avaliação de Lula e de dirigentes petistas é que o julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na próxima semana, não será conclusivo e que a crise política ainda se arrastará. Integrantes do PT afirmam que, do ponto de vista eleitoral, esse cenário não é ruim para o partido, já que Temer permaneceria no cargo, mas enfraquecido. Eles ressaltam, no entanto, que para o país, não é bom o prolongamento da crise.
Embora não pretenda participar de eventual Colégio Eleitoral, o PT tem sido procurado para apoiar candidatos em eventual eleição indireta, como o senador Armando Monteiro (PTB-PE), que tenta viabilizar seu nome.
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